Connect
To Top

Petróleo: A hora e vez dos campos marginais

Aposta de Angola surge com atraso de 14 anos em relação à Nigéria

Dentro do espírito de escolher o mal menor, o Executivo está a estudar mecanismos para tornar os campos marginais economicamente viáveis, sendo mais uma forma de enfrentar a baixa do preço do petróleo. Segundo pesquisas efectuadas, encontram-se espalhados pelos diversos blocos do País e estimam-se reservas de cerca de 3,3 mil milhões de barris.
A alteração da política de partilha do petróleo produzido e/ou a criação de incentivos fiscais têm sido os mecanismos utilizados. “Normalmente, trabalha-se com os dois parâmetros, pois, por vezes, só o aumento da partilha de óleo para o grupo empreiteiro não chega para tornar rentável a colocação em produção de um campo marginal. Mas é uma questão de opção e tem a ver, no caso das empresas angolanas que participam, com o apoio que se lhes quer dar para ganharem massa crítica que lhes permita crescer mais rapidamente”, argumenta José Oliveira, especialista em questões energéticas.
O mesmo especialista lembra que, “além destes dois elementos ou instrumentos, há a questão do ring fencing (separação financeira de activos ou lucros), que deve ser alargada aos vários campos de uma mesma área/bloco, e não isolando campo a campo. Esta alteração pode rentabilizar projectos inviáveis ou que correm mal (problemas de produção de reservas, como já aconteceu com campos do bloco 2) e constitui um bom reforço para a rentabilidade de campos marginais”.

Leia mais na edição n.º 14 da Revista Rumo

You must be logged in to post a comment Login