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A bíblia da liderança

O poder importa mas deve casar sempre com a humildade

Todas as nações precisam de bons líderes para progredir, assim como todas as religiões, empresas e equipas. Quatro palavras, cheias de simplicidade, dizem muito sobre o líder que há em cada um de nós. De forma singela, traduzem também o que há de melhor dentro de uma empresa e até de um país: liberdade, agilidade, humildade e conectividade. Estes são os quatro pilares da liderança do futuro, um dos temas que merece destaque nesta edição.
Sem estes quatro ingredientes nada somos enquanto maestros de uma orquestra que é, no fundo, a equipa com quem trabalhamos em cada um dos projectos apaixonantes em que nos envolvemos. Para afinar o som que é produzido pelos instrumentos habilmente manuseados pelos músicos é necessário usar bem a batuta, mas não só.
Na disciplina da liderança muito podemos aprender com o Papa Francisco e com o livro que acaba de ser publicado com o titulo Papa Francisco, Lições de Liderança, escrito de forma inteligente e oportuna pelos conceituados professores Arménio Rego (Universidade de Aveiro) e Miguel Pina e Cunha (Nova School of Business and Economics).
O rumo que marcou o percurso de vida do sacerdote permite-nos aprender que o poder importa, mas deve casar sempre com humildade, deixa claro que ser amável não implica ser piegas e que os liderados devem (e gostam) de ser tratados como adultos. Mais, permite-nos recordar que os contextos atraem e fazem os líderes, mas também que os actos e os gestos simbólicos comunicam mais do que as palavras.
Percorrendo o caminho do Papa Francisco fica claro que a liderança é uma maratona, com ganhos e perdas e a que é preciso reagir com capacidade de lidar com a adversidade e com muita resiliência, mas também juntando algum humor e alegria. Muitas vezes é preciso fazer do veneno um remédio. Daqueles que cura, de verdade.
No final da leitura e desta envolvente viagem pela vida do Papa Francisco fica assente – se dúvidas haveria – que “o poder autêntico é o serviço”. Servir os liderados tem enormes vantagens, como escrevem os autores, porque fomenta a confiança, credibiliza o líder, promove elevados níveis de empenho dos liderados e sustenta o desempenho a longo prazo. Diferentemente, os líderes que apenas se servem acabam por criar desconfiança e retracção nos liderados. E com este perfil todos nós conhecemos pelo menos um, certo? Eles existem, apesar de vários estudos internacionais apontarem que os líderes servidores e generosos são os mais eficazes, no longo prazo, desde que determinados, sensatos e prudentes. É por isso que na bíblia da liderança de cada um de nós é preciso inscrever e dizer em voz alta: “O poder autêntico é o serviço.”

Rosália Amorim
Directora Executiva da Media Rumo

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