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Parceria Angola-Portugal faz bem a ambos, diz Paulo Portas

Relação entre os dois países é “insubstituível”

O vice-primeiro ministro de Portugal, Paulo Portas, considerou ser importante que Portugal “não ceda a ninguém os seus interesses em Angola, tal como Angola não deve ceder a ninguém os seus interesses em Portugal”. Discursando na FILDA em alusão ao Dia de Portugal no certame, o governante considerou “única” a parceria entre os dois países. “Faz bem a ambos, gera riqueza e emprego nas duas acções e nas duas economias”, afirmou.

Portugal, salientou, “é a plataforma europeia para Angola e Angola é a plataforma africana para as empresas portuguesas e não há dificuldade conjuntural que possa afectar esta relação.” Apesar de considerar “insubstituível” a relação, Paulo Portas alertou, no entanto, para a necessidade de trabalhar no sentido de a manter ao mesmo nível.

“Todos (os países) procuram compreender a importância de Angola e é bom que toda gente perceba que o lugar que Portugal não ocupar, em Angola, será ocupado por outros e nós não estamos aqui para dar de bandeja a outros o lugar que sabemos ocupar”. Neste sentido considerou que “este era, porventura, o ano em que era mais importante Portugal ser o país líder na FILDA” como forma de mostrar a Angola que Portugal está presente num momento menos bom da economia tal como “Angola soube estar na economia portuguesa quando era difícil, no momento da crise”.

Paulo Portas destacou ainda a presença da Itália, com 70 empresas. “Como sabem, Portugal tem sempre um competidor quase à altura na FILDA. Há alguns anos foi a Turquia, este ano é a Itália. Há uns meses o primeiro-ministro Renzi veio a Luanda manter um encontro com o presidente José Eduardo dos Santos, uns meses depois, estão na FILDA 70 empresas italianas. O bom é que estão 95 empresas portuguesas”, salientou.

Considerando tratar-se de uma competição, o vice-primeiro-ministro português avaliou ainda a presença em Angola, por altura da maior bolsa de negócios, de uma governante alemã, no caso a secretária de Estado Parlamentar e coordenadora do Governo Federal para a Política Aérea Especial, Brigitte Zypries.  “A primeira coisa que vi (quando chegou a Angola) foi a primeira página do Jornal de Angola com o senhor vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, recebendo a ministra do comércio da Alemanha. Nós não somos os únicos a fazer coincidir visitas políticas com missões económicas. É preciso que todos percebam que o governo está ao lado das nossas empresas”.

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