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O milionário que todos gostam de odiar

Aos 39 anos, Travis Kalanick vale mais de 5 mil milhões USD

Contestado por motoristas de táxi em todo o mundo, a Uber de Travis Kalanick tornou-se, em menos de uma década, uma das empresas mais lucrativas de Silicon Valley.

Se o fundador da Uber é fã de cinema, por esta altura já se deve ter apercebido da suprema ironia que é partilhar o nome de baptismo com o mais famoso motorista de táxi da história, mesmo que ficcional. Travis Kalanick, CEO da empresa universalmente odiada por taxistas, contra Travis Bickle, o personagem imortalizado por Robert de Niro em “Taxi Driver”, talvez possa dar, na mente de um guionista imaginativo, uma fita de acção de Hollywood, mas a verdade é que esse filme já existe, diariamente e sem efeitos especiais, em várias cidades do mundo: motoristas de táxi contra a Uber, acusada de concorrência desleal no negócio de transporte de passageiros.
Na guerra entre Uber e motoristas de táxi já existiram episódios de verdadeira tensão, como os protestos levados a cabo por taxistas em Londres e Paris, mas a verdadeira batalha está a ser travada nos tribunais. Um pouco por todo o mundo, a empresa criada por Kalanick em 2009 tem enfrentado, nos últimos tempos, uma multitude de processos judiciais que, invariavelmente, têm castigado a Uber. Desde a suspensão do serviço à proibição completa de exercer a atividade, a empresa tem sido banida em vários países, entre os quais se incluem Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Tailândia, Austrália ou Vietname. O problema é que, no que ao modelo de negócio diz respeito, a Uber não é carne nem peixe. Situa-se numa espécie de limbo entre empresa de transporte de passageiros e startup tecnológica, ao servir como mera agregadora tecnológica de motoristas privados de passageiros sem que possua as licenças normalmente exigidas a quem faz a vida a levar pessoas de um lado para o outro.

Leia mais na edição n.º 17 da Revista Rumo

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