Connect
To Top

Os banqueiros terão aprendido a lição?

Em Angola uma nova geração de administradores está a tomar as rédeas da banca

A banca tem estado debaixo de fogo nos últimos anos. Desde o pânico financeiro de 2008 que os bancos mais sofisticados, sobretudo do hemisfério norte, têm convencido os reguladores, os políticos e, pior, a si próprios de que necessitam de um plano ilimitado de resgates, de subsídios e de dívidas. Caso contrário, avisam de imediato que ‘toda a economia pode estar em perigo’. Anat Admati, professora de Finanças e Economia na Universidade de Stanford, e Martin Hellwig, Economista e diretor do Max Planck Institute for Research on Collective Goods, derrubam os argumentos dos banqueiros na recente e pertinente obra “The Bankers New Clothes”, da editora Princeton, cuja tradução para português registada é “Os Novos Hábitos dos Banqueiros”. O livro questiona o que há de errado com o sector bancário e o que se pode fazer ainda nesta área. Os autores explicam, em linguagem simples e com exemplos práticos as contradições e os erros que mantêm a sociedade à mercê da tomada de risco excessiva dos bancos.
Os professores abordam o problema dos bancos “grandes demais para falir”. Uma obra para executivos, banqueiros e políticos que procuram a verdade. É que os bancos americanos e alguns europeus garantem que estão a comporta-se de maneira diferente desde a grande crise ou desde os resgates a que foram submetidos, mas na prática – e a começar pelo que se lê nos jornais e revistas – o que todos vemos e que os mesmos hábitos que causaram os problemas da sustentabilidade do sector mantém-se aí, e bem vivos, numa parte importante das instituições.
Se não é assim, então que respostas claras e directas nos dão os banqueiros e reguladores para as seguintes perguntas:
Por que o sistema bancário mundial ainda continua frágil e instável?
Por que os bancos devem emprestar menos e serem mais criteriosos quando dão crédito?
Que medidas os reguladores devem tomar para evitar um novo colapso do sector financeiro?
É por estas perguntas continuarem sem respostas que é encorajador depositar esperanças numa nova geração de banqueiros. Mais qualificada, com novas competências, preocupada com a sustentabilidade das instituições mas também das pessoas, dos contribuintes em geral. Do ser humano.
Em Angola uma nova geração de administradores está a tomar as rédeas da banca. São valores seguros, já com provas dadas que fazem a capa desta edição e que nos permitem acreditar que vale a pena acreditar.

 

Rosália Amorim
Directora Executiva da Media Rumo

You must be logged in to post a comment Login

  • Descomplicar a tributação

    Os números da tributação no País revelam que 64% num universo de três mil empresas são incumpridoras fiscais, ou seja, 1918...

    apedroJuly 24, 2017
  • Oprah, Musk e Bill Gates did it

    Não há segredos. Não há cartas debaixo da manga. Não há truques. Não há bolas de cristal. Há tão-somente uma coisa...

    apedroJuly 21, 2017
  • Um dia sueco em Luanda

    No dia 6 de Junho foi o Dia Nacional da Suécia, e pela primeira vez comemorei em Luanda este dia tão...

    apedroJuly 6, 2017
  • Era uma vez…

    Os negócios têm que ser sustentáveis, produtivos e as regras de confiança robustas.

    apedroJuly 3, 2017