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À mulher de César não basta parecer, é preciso ser

A boa governação empresarial deve ser medida

A seriedade é para praticar e não apenas para anunciar. É um dos assuntos que faz parte da disciplina de corporate governance e que não só já integra as cadeiras de vários cursos das melhores universidades, desde Harvard a Wharton, como passou a ser tema de várias obras internacionais de referência, desde livros a estudos e a teses de mestrado e doutoramento, e passou ainda a estar no outlook de todos os gestores. Se não está no seu, ainda vai a tempo de o incluir!
Desde 2001 que tem havido renovado interesse no assunto da corporate governance, particularmente devido aos colapsos de grandes empresas norte-americanas como a Enron Corporation e Worldcom. Em 2002, o governo federal norte-americano aprovou a Lei Sarbannes-Oxley, com o propósito de restaurar a confiança do público em geral.
Nos tempos actuais a boa governação é um tema ainda mais crucial em momentos de crise, que se vivem ora no hemisfério sul ora no hemisfério norte. A crise não deve (nem pode) servir de desculpa para os gestores alterarem os seus valores de vida nem mudarem os seus pilares de actuação na gestão. O governo das sociedades empresariais é um conjunto de processos, políticas, regras, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada e/ou controlada.
A governance inclui também as relações entre os diversos players envolvidos com a organização, mais conhecidos por stakeholders, e os objectivos pelos quais a empresa se orienta. Os principais actores são os accionistas e o conselho de administração. Sem esquecer os funcionários, fornecedores, clientes, bancos e outros credores, além das instituições reguladoras e da comunidade em geral. Uma das principais preocupações deve passar por assegurar a adesão dos principais protagonistas e parceiros aos códigos de conduta da empresa, tentando eliminar possíveis conflitos de interesse.
A boa governação é ainda composta por um conjunto de mecanismos e regras pelas quais se estabelecem formas de controle da gestão das sociedades de capital aberto, e onde se incluem instrumentos para monitorização e possibilidade de responsabilização dos gestores pelas suas decisões ou actos de gestão praticados.
A boa governação empresarial deve ser medida e deve ter um impacto positivo na eficácia económica e até nos resultados finais de cada trimestre ou de cada ano fiscal. Dar retorno e maximizar o valor para os accionistas deve ser a prioridade, sem nunca esquecer os valores pelos quais nos devemos reger e que fazem de todos nós melhores gestores e, acima de tudo, melhores cidadãos.

Rosália Amorim
Directora Executiva da Media Rumo

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