Connect
To Top

“A Siemens quer potenciar a massa cinzenta de Angola”

A aposta é na economia do conhecimento

O CEO da Siemens Angola, nascido na Alemanha, é um recém-chegado ao País. Em pouco tempo abriu as portas do centro de competências da multinacional e digeriu as aquisições da Rolls Royce e da Dresser Randarrende. Na carteira de clientes nacionais tem a Sonangol, quatro aeroportos, a Refriango, o projecto Angola LNG, no Soyo, clínicas e hospitais. O gestor, que é apaixonado por livros de História, revela à Rumo os negócios em que a Siemens Angola está a crescer e a estratégia que irá seguir.

Trabalhou em Portugal, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos da América. Como encara a sua nova função e o novo mercado em que opera, Angola?
Antes não tinha assumido uma função com esta amplitude. Em Angola vejo potencial de crescimento nas infra-estruturas. No capital humano há um bom caminho a fazer e que temos percorrido, pois faz parte dos nossos desígnios. É um mercado emergente, onde tudo está por fazer, e essa é a parte desafiante.

Qual a verdadeira missão da Siemens em Angola?
A Siemens está no mercado na perspectiva de trazer valor acrescentado através dos próprios angolanos, agarrando na massa cinzenta angolana e potenciando-a. Trata-se de apostar numa economia do conhecimento e remar contra a maré.

Dos 50 trabalhadores da Siemens, quantos são nacionais?
De acordo com as quotas, temos de ter, no mínimo, 70% de angolanos, e nós satisfazemos e até excedemos as quotas. Entre os expatriados não temos só portugueses em Angola, mas vários suecos, noruegueses, ingleses e um zambiano. Aliás, grande parte da comunicação interna tem de ser feita em inglês, porque muitos não falam sequer português. Não dependemos de Portugal, vamos buscar as pessoas certas aos países do mundo onde há as competências de que precisamos.

Leia mais na edição n.º 18 da Revista Rumo

You must be logged in to post a comment Login