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AGOA: Muito mais do que um acordo de comércio

EUA, Europa, China e América do Sul são parceiros do desenvolvimento de África

A Administração Obama, através da extensão do African Growth and Opportunity Act (AGOA), disse presente. A China está presente, num investimento crescente. No entanto, como nos diz Bernardo Pires de Lima, investigador e consultor de política internacional, “não se pode dizer que haja uma competição bipolar, mas sim multipolar, em África”.
China e Estados Unidos disputam o continente africano com estratégias diferentes mas o mesmo objectivo: participar no desenvolvimento económico (e social) da África Subsariana. Também a União Europeia e a América Latina, em concreto no Brasil, têm estado atentas ao continente onde estão cinco das economias que mais crescem no mundo. Começando pelos Estados Unidos, com o African Growth and Opportunity Act – um acordo de comércio duty-free para cinco mil produtos, que criou 350 mil empregos directos na África Subsariana. Angola tem muito para beneficiar com este acordo. Mas, de uma forma geral, África precisa de fazer mais para usufruir do comércio com os Estados Unidos, e isso ficou claro nas declarações finais do Fórum do AGOA, que decorreu no final de Agosto, em Libreville, no Gabão.
Quando o Presidente Obama reiterou o African Growth and Opportunity Act (AGOA) e o prolongou até 2025, muitos foram os que respiraram de alívio, desde a Nigéria ao Lesoto. Estávamos em Julho, e o primeiro Presidente afro-americano dos Estados Unidos da América fazia a sua primeira viagem, enquanto Presidente, ao Quénia (a terra dos seus) e à Etiópia. Um momento oportuno para prolongar um programa de comércio bilateral dos Estados Unidos com os países africanos que vem desde a Administração Clinton (18 de Maio de 2000) e que teve várias versões. Essencialmente para incluir mais países dados como elegíveis, entre eles Angola, em 2004.

Leia mais na edição n.º 18 da Revista Rumo

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