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Angola faz primeira emissão de títulos na Bolsa de Londres

Angola emitiu ontem, quinta-feira (22), na London Stock Exchange, títulos da dívida soberana, sob forma de Eurobonds, avaliados em 1,5 mil milhão USD. A estratégia do Executivo, numa altura em negoceia financiamentos externos face a situação crítica de queda do petróleo, foi ao abrigo da política de gestão de finanças públicas em conformidade com o programa de desenvolvimento económico e financeiro de longo prazo.

Actuam como bancos agentes na emissão de títulos sobreanos de Angola na Bolsa de Londres, as instituições financeiras internacionais Goldman Sachs International, Deutsche Bank e Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), após receberem autorização do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, através de uma Carta-Mandato emitida no início do ano.

A emissão de títulos de dívida soberana na Bolsa de Londres é resultado de um processo que teve início em 2011, quando o recurso às fontes de financiamento tradicionais – bilateral, comercial e linhas de crédito – mostrava já alguma concentração.

Tal cenário, do ponto de vista da gestão dos riscos e dos custos associados “não é recomendável, pois aumenta a exposição do País à um determinado financiador”, sublinha um comunicado do Ministério das Finanças que anuncia a emissão soberana, daí o Executivo ter considerado a necessidade de se buscar fontes de financiamento alternativas.

O Executivo prevê, com a emissão de títulos no mercado internacional, maior diversificação das fontes de  financiamento, estabelecimento de fontes de financiamento de longo prazo, impacto positivo em termos de avaliação das agências de notação de risco, construção de uma curva de rendimentos (build a yield curve) e possível crescimento das reservas internacionais.

Recorda-se que os primeiros passos para emissão de dívida soberana começaram-se a tornar-se visíveis com a elaboração de estudos que fundamentavam a primeira emissão soberana do País nos mercados de capitais internacionais.

Para êxito do processo, o Executivo passou a submeter-se as avaliações periódicas por parte das principais agências de notação de risco internacionais, para além de buscar aconselhamento técnico e jurídico com instituições financeiras de renome internacional, como Goldman Sachs, J.P. Morgan, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

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