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Empresas nacionais diversificam prestação de serviços às petrolíferas

Os empresários nacionais vão começar a diversificar os investimentos na área de prestação de serviços à indústria petrolífera com a expansão para as engenharias de perfuração, exploração e distribuição, informou o representante da Associação das Empresas Contratadas da Indústria Petrolífera Angolana (AECIPA).

Até ao momento, as empresas nacionais de prestação de serviços limitam-se a áreas básicas jardinagem, higiene e “catering”.

A constatação foi feita por Braúlio de Brito, quando intervinha ontem, em Luanda, no debate sobre “A contribuição do sector de petróleo e gás na diversificação da economia em Angola”, na II edição da Conferência e Exposição Internacional sobre  “Oil e Gás”.

O representante da AECIPA reconhece que, apesar de ainda serem tímidos esses investimentos, já é notória a participação das empresas nacionais em concursos a projectos  mais complexos.

“A ideia é termos a longo prazo empresas cem por cento nacionais que prestam serviço nas área de engenharias e tecnologias e com quadros angolanos sem recurso a parcerias estrangeiras”, declarou na II edição da Conferência e Exposição Internacional sobre “Oil e Gás”, que encerrou em Luanda. Actualmente, o sector petrolífero detêm cerca de 300 empresas certificadas e que prestam serviços à indústria, principalmente em áreas como sísmicas, perfuração, exploração geológico e técnico, bem como de recrutamento, transporte marítimo e equipamentos de carga.

Braúlio de Brito sublinhou que as empresas nacionais devem elevar mais as suas valências para oferecer serviços de qualidade à indústria petrolífera e não optarem pela terciarização de serviços.

“O problema é que grande parte das empresas nacionais ainda recorre aos serviços de empresas estrangeiras. Estas, por sua vez, remetem todos os seus dividendos para foram de Angola”.

O também engenheiro de petróleos disse que é preciso inverter esta situação e defende a necessidade da elaboração de legislações que exijam um controlo de todos os dividendos dos serviços prestados no sector dos petróleos.

Ao intervir no debate sobre esta questão, o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, garantiu estarem em curso projectos de regulamentos e normas para “atender a essa e a demais situações”. Botelho de Vasconcelos informou que já existem alguma legislação aprovada e que os interessados em investir neste sector têm a obrigação de consultar o ministério.

Além disso, o ministério traçou várias estratégias no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) para a inserção do empresariado nacional no sector petrolífero. O director do gabinete jurídico do Ministério dos Petróleos, António Isata, disse que o plano passa pela criação de parcerias  com bancos comerciais para a facilitação de crédito às empresas nacionais com base nos contratos obtidos.

António Isata afirmou que o ministério quer assegurar a manutenção dos contratos existentes de empresas nacionais no sector petrolífero. A promoção de incentivos fiscais para a atracção de investimento estrangeiros em parceria com empresas nacionais no sector petrolífero fazem parte dos planos do Ministério dos Petróleos.

À margem da conferência foi realizada uma exposição, na qual participaram 60 empresas de produção e prestação de serviços do sector petrolífero.

Fonte: Jornal de Angola

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