Connect
To Top

Banca: da ‘Tomada’ às fusões e aquisições

Especial 40 anos da Independência

Enquanto se preparava a proclamação da independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, três meses antes, isto é, a 14 de Agosto do mesmo ano, o sector bancário deixou de estar sob domínio colonial português, passando para o controlo directo de angolanos, mediante um processo que ficou conhecido como a “Tomada da Banca”.
Na altura, a 14 de Agosto de 1975, fora nomeado um grupo de técnicos bancários com a missão de implementar o plano gizado pelo Ministério do Plano e Finanças, que consistia na ocupação física de instalações dos bancos comerciais em Luanda e a posterior destituição dos órgãos sociais até então vigentes, como se pôde constatar.
A constituição daquela equipa de bancários, que materializou a “Tomada da Banca”, foi motivada pela retirada das empresas e dos quadros do sector bancário, assim como a fuga maciça de capital. Tais factores punham em causa a liquidez da banca angolana.
Desta forma, a “Tomada da Banca” foi uma acção destinada a evitar o desmoronamento de todo o sistema monetário e financeiro de Angola, três meses antes de alcançar a independência do jugo colonial português de quase cinco séculos.
Assim, o dia 14 de Agosto de 1975 marca o término da presença de instituições bancárias e financeiras na antiga colónia, iniciada em 1865 com a implantação de uma sucursal do Banco Nacional Ultramarino, que, ao invés de facilitar a actividade económica da antiga colónia, causou instabilidade ao nível da missão monetária.

Leia mais na edição n.º 19 da Revista Rumo

 

 

You must be logged in to post a comment Login