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Agricultura: Passado animador… futuro de esperança

Angola está entre os 20 países com maiores potencialidades agrícolas

É dos sectores que mais se destacou no período anterior à independência. Angola era um dos maiores exportadores mundiais de algumas culturas commodities agrícolas, como os casos do café, algodão, milho e sisal. Uma realidade pouco duradoura depois da independência. O longo período de conflito armado é apontado como a principal razão. Mas as potencialidades continuam; aliás, Angola está entre os 20 países com maiores potencialidades agrícolas. Estima-se, por exemplo, estar em exploração menos de 5% da área com potencial agrícola, calculada em cerca de 58 milhões de hectares… Por tudo isso, é o sector de esperança para a imperiosa diversificação da economia.
A exploração agrícola familiar domina o sector, com uma fatia de cerca de 87%. Os resultados, no entanto, contrastam. Ou seja, os níveis de produtividades das explorações empresariais são superiores.
Um cenário que apela para mais investimentos empresariais, como recentemente reconheceu, em entrevista à Rumo, Fernando Teles, o rosto de um projecto que pretende ser o maior produtor de milho do País. “É o desafio que deixo aos empresários angolanos que têm algum dinheiro resultante de outras actividades: que apostem na agricultura e na pecuária.”
Também noutra ocasião, à Rumo, Manuel “Nelito” Monteiro falou da necessidade de mais investimentos. “Mas não apenas o económico. Há um grande défice ao nível do investimento nos recursos humanos”, sublinhou o conhecido “Rei da Banana”, para depois apelar às pessoas formadas em Agronomia, Medicina Veterinária ou outras ciências ligadas à agricultura para investirem no ramo, aproveitando o potencial do País.
Na mesma senda, João Macedo, administrador do grupo líder, também defendeu a necessidade de o investimento financeiro no sector agrícola estar fortemente relacionado com o conhecimento, para “não se perder dinheiro”.
A incapacidade financeira dos potenciais investidores é, de resto, uma realidade que caracteriza o sector ao longo das décadas. Apesar de a dinâmica registada no sector financeiro ao longo das décadas, mormente na banca comercial, ter reflexos no sector agrícola, está longe de atender à necessidade global.

Leia mais na edição n.º 19 da Revista Rumo

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