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Indústria: O balanço depois da independência

Sem industrialização vai ser difícil alcançar o desenvolvimento

O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, aborda o crescimento do parque industrial do tempo colonial, de entre os anos de 1961 a 1974, aos momentos actuais do sector.
Retirado do site da AIA, na entrevista cedida ao Jornal de Angola, o também empresário diz ter vivenciado aquilo a que chama de “três percursos da economia nacional. Um está relacionado com a economia do tempo colonial, que, ao contrário de algumas opiniões, tinha um parque industrial que era muito forte, que registou um crescimento exponencial, particularmente entre os anos de 1961 a 1974.”
Nesse período, esclareceu, a economia crescia a dois dígitos e “dois dígitos iniciados por dois e não por um”, o que quer dizer que a economia crescia a uma média de 20%, e chegou a cerca de 23% a 24%.
O referido crescimento foi alcançado com o desenvolvimento da agricultura e a sua subsequente transformação. “Perante isso, Angola tornou-se, nesse aspecto, uma economia quase 100% sustentável.”
No que se refere à sustentabilidade da economia, assinala a existência nessa época da indústria pesada, como, por exemplo, a celulose, que tinha o maior complexo industrial de Angola. “Temos que considerar que nessa sustentabilidade havia mesmo indústrias pesadas, como é o caso da celulose, das siderurgias, dos têxteis e outros, como a indústria alimentar e de bebidas e a indústria química”, recorda, admitindo que “foi uma fase de expansão muito agressiva da competitividade industrial de Angola”.
O empresário reporta também a análise à indústria ao agravar da guerra civil no País, que destruiu tudo quanto tinha sido feito, e que ele qualifica como sendo de “degradação física e de gestão. Com o agravar da guerra, sentiu-se uma deterioração de tudo quanto tinha sido feito, o que levou o País a tornar-se extremamente dependente das importações, apesar de termos alguns programas de orientação política a contrariar isso”, diz, acrescentando que a quebra das cadeias produtivas e das infra–estruturas físicas e a falta de técnicos levaram à degradação do sector produtivo e da indústria.

Leia mais na edição n.º 19 da Revista Rumo

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