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Liberdade e autonomia é independência

Há 40 anos que o País luta por ser uma nação melhor

Independência é sinónimo de desassociação de um ser em relação a outro, do qual dependia ou era por ele dominado. Independência é o estado de quem ou do que tem liberdade ou autonomia. Em política, o conceito de independência de um país ou território é a conquista e manutenção da sua soberania política e económica.
O País conquistou-a há 40 anos. Na época, a nação celebrou, brindou, gritou, dançou. Hoje volta a celebrar, mas talvez com menos euforia. O poder dos factos históricos ganha relatividade perante o poder dos factos económicos da actualidade. O protagonismo do 11 de Novembro é uno e é grande. Mas os players económicos, os leitores e os anunciantes da revista Rumo mostram-se hoje mais focados nos desafios actuais e nos dos próximos 40 anos.
Com a ambição de tornar a Rumo um documento histórico, que verse sobre o passado e sobre o futuro, a publicação passa em revista o balanço das grandes reformas económicas e financeiras destes 40 anos, faz a análise ao detalhe da progressão dos sectores de actividade mais relevantes da economia e ajuda no estabelecimento de metas que estes devem e podem alcançar, sem esquecer os desafios futuros para
o País. A Rumo convidou uma nova geração de gestores, homens e mulheres, para identificarem esses desafios para os próximos 40 anos.
Antever como serão os próximos 40 anos talvez seja um pouco ambicioso. Mas sem ambição não haverá um País melhor. Por isso, por Angola, arriscamos. Arriscamos antever e apontar rumos para uma nação que quer crescer, que quer progredir. Contudo, pelo menos para os próximos 10 anos, Angola terá de superar cinco desafios determinantes e interdependentes: o crescimento com redistribuição de rendimento, a diversificação económica, os recursos humanos mais qualificados, as instituições públicas fortes (e independentes) e a estabilidade política e social. Os dirigentes angolanos, após terem mantido o foco na construção de infra-estruturas e de instituições do Estado (das quais o País realmente carecia), poderiam agora inserir na agenda outras prioridades, como a diminuição da pobreza e a aposta na formação qualificada da juventude.
A independência de Angola não foi apenas o início da paz, mas o início de uma nova fase. O aniversário dos 40 anos da independência também não é um fim em si mesmo, mas um início. Para este início de uma nova era devemos depositar esperanças numa nova geração, seja ela de industriais, banqueiros, comerciantes, seja de empreendedores em geral. Uma nova geração mais aberta ao mundo, mais qualificada e preocupada com a sustentabilidade da nação e das pessoas em geral. Em suma, o respeito pelo ser humano.

Rosália Amorim
Directora executiva da Média Rumo

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