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Novembro, análise aos 40 anos

Nestas décadas, poderíamos ter antecipado a criação de um fundo soberano

Chegou o mês: Novembro. O que impõe reflexos sobre o País em virtude de ser no seu décimo primeiro dia que se comemora a independência. Passam-se 40 anos e apesar da jovialidade é longa a lista de registos históricos.Obviamente: positivos e negativos.
A revisão sobre eles leva-nos a uma paragem na primeira década por culpa de situações que, rapidamente, nos despertam para a realidade económica actual: a queda brusca do preço do petróleo impõe discursos sobre a necessidade de diversificação da economia e medidas de contenção.
O primeiro impacto aconteceu ainda na meninice do País, estava com os seus sete e oito anos , enquanto o segundo se iria registar entre os anos 85/86. Seguiram-se duas outras crises. O que se aprendeu com elas? Interroga-se o economista Alves da Rocha, dando a resposta, seguidamente, numa entrevista que é publicada na presente em edição, especial 40 anos.
Ainda em 1977, o Governo definiu a necessidade de se criar um fundo com o excedente das exportações do sector extrativo, sobretudo do petróleo, para o lançamento da indústria pesada. Este é, de resto, o espírito do Fundo Soberano, que o País passou a ter em 2013, ou seja 36 anos depois. Poderíamos ter aproveitado e aprofundado a referida visão mais cedo e assim teríamos o nosso fundo com mais idade e, provavelmente, a gerar receitas.
Neste balanço de 40 anos, como foi possível constituir uma empresa privada em plena economia centralizada? Responde Rui Santos, então sócio daquela que foi a primeira empresa privada depois da independência. E enquanto o especialista em questões energéticas, José Oliveira avalia o passado e perspectiva o futuro do sector petrolífero no País. Por seu turno, Natalito Lavrador, que foi um dos técnicos chamados a ocupar o vazio no sector da banca na sequência da fuga de quadros, conta curiosidades de então, enquanto, noutras páginas, jovens gestores desvendam os respectivos sonhos para o País, para os próximos 40 anos.

César Silveira
Director

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