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Transportes: Comboios e aviões carregam no acelerador

A área dos transportes está entre as mais dinâmicas dos últimos anos

A reabilitação dos caminhos-de–ferro do País e o consequente reinício de circulação dos comboios (mais de 20 anos depois) e o considerável aumento do parque automóvel são alguns dos destaques do sector ao longo das quatro décadas desde a independência. Não menos importante, a actividade ininterrupta da TAAG, que, no entanto, ficou cerca de três anos proibida de sobrevoar todo o espaço europeu.
A área dos transportes está entre os mais dinâmicos sectores dos últimos anos, como consequência da aposta do Executivo em recuperar as infra-estruturas do sector (aeroportos, portos, caminhos-de-ferro), mas ainda existem muitos desafios se compararmos com as altas performances que alguns dos subsectores granjearam antes da proclamação da independência e mesmo nos primeiros anos que se seguiram.
Nos transportes marítimos, por exemplo, registou-se a falência e extinção das duas principais empresas públicas do sector, a Agenang e a Angonave. A primeira destacava-se entre as transportadoras marítimas do continente, enquanto a segunda tinha como core business o agenciamento de navios. Antes da abertura do mercado, tinham o monopólio dos respectivos negócios no País. Não resistiram à concorrência. Muitos dos navios da Angonave foram arrestados nos mercados internacionais por dívidas, e com o fim desta a Agenang perdia o seu principal e mais confiável cliente. Ainda foi criada a Sécil Marítima, no lugar da Angonave, mas os resultados ficaram longe dos esperados. Há cerca de dois anos, o Ministério dos Transportes tornou público um projecto que visava a parceria da Sécil Marítima com a congénere holandesa, mas por ora apenas é um projecto.
Enquanto isso, multinacionais internacionais dominam o mercado do transporte marítimo. É um dos pontos fracos do referido subsector, tendo em conta o peso que as importações têm na economia angolana. A realidade actual resulta na exportação de mais de mil milhões de dólares anualmente. Estima-se que, em média, o Governo pague cerca de 2800 dólares por contentor.

Leia mais na edição n.º 19 da Revista Rumo

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