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“Angola pode atingir rapidamente níveis altos de pagamento electrónico”

Entrevista a António Manuel Ramos da Cruz, administrador do BNA

Alguns especialistas estimam que até 2019 teremos cerca de 800 milhões de moedas em circulação. É a perspectiva do BNA?
É possível. Nós introduzimos a moeda em Fevereiro de 2013, e em dois anos temos cerca de 243 milhões de moedas em circulação. Se multiplicarmos por cinco anos, é possível que tenhamos esse número. No entanto, é preciso dizer que estão a desenvolver-se outros instrumentos de pagamento. E gostaríamos que também fossem usados outros meios de pagamento. Se estes instrumentos se desenvolverem, acho que poderemos ficar abaixo desses números.
E como é que o BNA encara o futuro de outras formas de pagamento?
Parece-me que uma das formas de pagamento que poderá crescer significativamente é o pagamento móvel, e, se for, de facto, muito desenvolvido, provavelmente não chegaremos a 800 milhões de moedas. Neste momento, estes instrumentos ainda não funcionam como gostaríamos, mas provavelmente isso acontecerá no futuro. Penso que cinco anos será um período longo. Neste período podem desenvolver-se outros instrumentos de pagamento. Temos estado a analisar a tendência mundial – os pagamentos electrónicos estão em desenvolvimento. Há países, como a Dinamarca, por exemplo, que já ponderam a possibilidade de num curto espaço de tempo retirar o pagamento em cash.
É uma realidade muito distante ainda de Angola?
Pensamos que Angola pode atingir rapidamente níveis altos de pagamento electrónico. Temos alguns problemas subjacentes com forte impacto neste processo, mas que provavelmente serão ultrapassados com a melhoria das comunicações no País. Sabemos que em 2017 teremos o satélite angolano.
Existe também a tendência de melhoria da distribuição da energia eléctrica, e, se todo este processo correr como previsto, pensamos que haverá o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento do pagamento electrónico. Mas não podemos dar-nos ao luxo de acreditar que vamos substituir os pagamentos em numerário. O que nos parece é que irão continuar a coexistir, havendo, no entanto, um crescimento dos pagamentos electrónicos.

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