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Angola sem as fragâncias mais caras do mundo

Perfumes europeus dominam o mercado

Dream de Rachel Elbaz, Perfume Bond N9 e Ralph Lauren Perfume Notorious estão entre os dez perfumes mais caros do mundo. Encontrá-los em Angola é difícil e ou quase impossível, apesar do crescimento do negócio dos perfumes nos últimos anos, com o surgimento de novos players.
As exigências na distribuição de marcas top são uma das razões para a ausência das mesmas do mercado nacional, afirma António Alfredo. “Perfumes com preços acima de 200 mil kwanzas ainda não temos cá. São marcas muito conservadoras e exigentes e na sua maioria abrem lojas próprias. Se alguma destas marcas pretender seleccionar uma perfumaria em Angola, será rigorosa, e as opções que tem são muito poucas. É um mercado que começou a despontar, a desenvolver-se e se vai adaptando aos padrões de exigência das grandes marcas”, explica o director-geral da perfumaria Miss Perfume.
Apesar de reconhecer que, além de “vaidoso”, o angolano gosta de “fazer a diferença”, António Alfredo acredita que estes perfumes não teriam muito mercado “em Angola, nem mesmo em África”, e fixa em 150 mil kwanzas o máximo que “alguns clientes no País pagam por um perfume”.
Segundo cálculos da revista Rumo, cada perfume dos 13 mais procurados no País custa, em média, 26 mil kwanzas. Da referida lista consta o Amouage, que em 2006 foi considerado o perfume mais caro do mundo.
“Sendo um perfume para a classe média alta e alta, tem sido comprado por gestores, sobretudo executivos ligados ao mundo dos petróleos, pela sua singularidade. O seu diferencial reside no facto de ser um perfume para poucos, pelo preço e pelo aroma, que pode durar até 24 horas”, argumenta António Alfredo.
Representante exclusiva da marca, a Miss Perfume comercializou a primeira encomenda (e única, até meados de Setembro), com 85 unidades, em 15 dias. “Fomos seleccionados para a comercialização. Até agora ainda não nos comunicaram a intenção de fornecerem para outras perfumarias, principalmente porque também não põem o perfume em qualquer uma. Mas num mercado livre, com as dificuldades e limitações das empresas, tudo pode mudar.”

Leia mais na edição n.º 20 da Revista Rumo

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