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Medir o risco é a receita para o sucesso

A globalização trouxe possibilidades mas trouxe também muitos riscos

Numa economia global, o risco é também global. A subida de uma taxa de juro nos Estados Unidos pode desencadear uma tempestade financeira na Ásia. Para evitar surpresas, é preciso analisar o risco. É isso que faz a seguradora americana Aon, que, todos os anos, avalia os riscos económicos e políticos à escala mundial.

Todas as culturas têm provérbios de admiração do risco, desde o português “quem não arrisca não petisca” ao francês “qui ne risque rien n’a rien”. Ir em frente, apesar dos riscos, é uma qualidade inerente à condição humana, sem a qual a nossa civilização nunca teria avançado. No entanto, a humanidade aprendeu também que se o risco é essencial ao progresso, também o é a avaliação do dito risco. Numa economia global, a análise de risco torna-se, assim, essencial ao êxito das nações e das empresas. Nunca a expressão “o bater das asas de uma borboleta na China pode desencadear um tornado
do outro lado do mundo” fez tanto sentido como hoje. O que nos afecta em Angola pode ser consequência de uma causa global, como demonstra o abrandamento económico do nosso País por causa da queda do preço do petróleo.
Se a globalização trouxe inúmeras possibilidades, trouxe também muitos riscos. É hoje possível identificar uma série de riscos, políticos, económicos, tecnológicos ou ambientais, que são transversais aos vários cantos do mundo. É exactamente isso que faz a seguradora Aon, multinacional americana, todos os anos, com uma série de estudos e inquéritos destinados a avaliar, primeiro, e a minimizar, depois, os riscos que o nosso planeta enfrenta. Um verdadeiro barómetro global, que, ao mesmo tempo, mostra que a percepção dos riscos varia conforme a geografia.
O resultado do último estudo da Aon, intitulado Global Management Risk Survey 2015, tem sido confirmado e reconfirmado pelas notícias. Os mais de 1400 CEO, CFO e outros quadros de topo mundiais que responderam ao inquérito da seguradora elegeram os danos à reputação/marca como o principal risco para o seu negócio, uma percepção que a realidade confirmou recentemente com o caso Volkswagen. Os danos afectaram não só a reputação da marca de automóveis, um dos maiores fabricantes mundiais, como abalaram também a reputação da Alemanha, tida como uma nação onde era impossível existir tal desonestidade empresarial.
“Ao ouvir os nossos clientes, conseguimos obter um elevado grau de conhecimento em relação aos riscos que as empresas enfrentam”, diz Pedro Penalva, administrador-delegado da americana Aon em Portugal.

Leia mais na edição n.º 20 da Revista Rumo

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