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“Os três grandes desafios para o País são a diversificação, manter o PIB a crescer e gerir a questão cambial”

Entrevista a Luís Marques, da EY

Está na geração dos 40 e é o líder actual da EY em Angola, a consultora que tem entre os seus clientes a Sonangol. Fala à Rumo acerca da forma de gerir desta nova geração e dos desafios que tem em mãos, assim como daqueles que a economia angolana vai ter de enfrentar.
A diversificação, o desafio de continuar a fazer crescer o produto interno bruto e a gestão difícil das divisas são alguns dos temas que, na opinião de Luís Marques, CEO da EY no nosso mercado, devem exigir todo o foco do País. Numa economia como a nacional, que quer continuar a dar cartas e a assumir se como estrategicamente relevante no quadro africano, as empresas e os investidores privados nacionais e estrangeiros devem estar no centro da actuação. Também a formação do talento e a crescente importância da transparência no mercado são outros assuntos que, no entender deste gestor, de 43 anos, devem constar entre as prioridades do Executivo e de todos os gestores e empresários.
Em que momento da carreira e por que razão tomou a decisão de aceitar liderar a EY no País?
Foi exactamente quando completei 40 anos de idade. Achei que era o momento de ter um desafio diferente na carreira, pois já tinha a maturidade suficiente para abraçar algo out-of-the-box e, ao mesmo tempo, a energia suficiente para despender num projecto com estas características. A forma positiva como o projecto me foi apresentado e o apoio familiar que sempre tive, desde o primeiro momento, contribuíram para que o processo de tomada de decisão acabasse por ser mais fácil.
Qual é a ‘missão’ de um líder de uma grande consultora neste mercado?
Para além de contribuir para o crescimento e um ainda maior prestígio da EY em Angola, entendo que deve existir um grande sentido de responsabilidade social ao nível da formação de talento, bem como contribuir para uma melhoria do ambiente de negócios em Angola, onde o rigor e o profissionalismo devem estar sempre presentes.
A EY é reconhecida pelo trabalho de vários anos junto da Sonangol, mas hoje é muito mais do que isso. Quais as principais áreas de actividade e principais clientes?
A nossa relação com o Grupo Sonangol é histórica e tem mais de 10 anos. É, sem dúvida, algo que nos deixa orgulhosos, mas, acima de tudo, entendemos isso com o grande sentido de responsabilidade que tal relação profissional acarreta, bem como o reconhecimento da qualidade do trabalho que temos vindo a desenvolver no País. Hoje em dia a EY presta em Angola uma multiplicidade de serviços em todas as respectivas linhas de serviço. Desde logo, a tradicional área de auditoria (assurance), que continua a ter um papel preponderante na nossa firma, mas também serviços de consultoria (advisory), passando pela área dos serviços de assessoria fiscal (tax), e ainda em todas as áreas de apoio a transacções. Temos clientes em todos os sectores, desde a área industrial, passando pelas telecomunicações, construção, serviços financeiros (banca e seguros), retalho e, num país com as características de Angola, em todo o sector petrolífero, e não só ao nível das empresas que fazem as actividades de exploração, pesquisa e produção, mas também nas prestadoras de serviços à indústria petrolífera, incluindo ainda a distribuição de combustíveis.

Leia mais na edição n.º 20 da Revista Rumo

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