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Por uma economia mais forte e aberta

Competir num mercado livre e liberal é o grande teste de maturidade

A existência de “grupos económicos angolanos fortes como base para a estruturação do sistema económico nacional, tendo em vista garantir a independência do País nesse segmento”, é fundamental, defende o Presidente do País, José Eduardo dos Santos. Segundo o Chefe de Estado, que falava à nação nas celebrações do 40.º aniversário da independência nacional, a afirmação desses grupos é a “garantia da independência”. O estadista referiu-se à necessidade de os angolanos não se restringirem apenas aos espaços reservados ao nível das micro, das pequenas e das médias empresas e dos negócios financeiros.“Têm também de ganhar terreno nos mercados globais e procurar competir, a seu tempo, de igual para igual.”
Ora aí está um grande desafio: competir num mercado livre e liberal é, provavelmente, o grande teste de maturidade com que um empresário poderá deparar-se. Sem proteccionismos, sem subsídio dependência, sem monopólios. Sobreviver num mercado aberto e internacional requer melhor preparação, planeamento afinado e, acima de tudo, um plano de negócios realista. Além do mais, em economias abertas os skills de cada gestor, enquanto indivíduo e enquanto empreendedor, são postos à prova de uma forma diferente, ou melhor, a dobrar.
Entende-se genericamente como uma economia aberta aquela que mantém contactos comerciais e financeiros com o seu exterior, seja na aquisição de bens ou entrada de capital, seja na venda de bens ou saída de capital. Assim, uma economia aberta realiza operações de comércio e investimento internacional, ao contrário de uma economia fechada, que não mantém relações comerciais e financeiras com outras nações. Um ponto também a destacar é que os países com economias abertas, geralmente, têm mais acesso ao crédito, pois podem contar com fundos de investimentos nacionais e internacionais. Estará o empresariado nacional e a economia, em geral, preparada para tudo isto?O Chefe de Estado, no discurso da Independência, falou ainda do esforço que o País está a fazer na reabilitação e construção de infra-estruturas e na formação de quadros. E referiu a necessidade de consolidar a estabilidade política e todas as conquistas na base de uma estratégia que vise a estabilidade macroeconómica e a implementação de infra-estruturas. Só com a qualificação dos quadros, com avanço da ciência, da tecnologia e da inovação, se poderá almejar um crescimento sustentado do produto interno bruto (PIB) acima de 6% e um desenvolvimento económico e social que seja inclusivo. O País precisa de acelerar a diversificação da economia e o crescimento do emprego, precisa de reduzir a pobreza e promover a inserção da economia nacional na economia mundial. E este deveria ser um desejo natalício de todos nós.

Rosália Amorim
Directora executiva da Media Rumo

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