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Publicidade: investimentos ainda longe de suportar os clubes

Falsificação afecta merchandising dos clubes

As camisolas dos grandes clubes de futebol são autênticas máquinas de fazer dinheiro, um pouco por todo o mundo. No País estão longe de suportar as despesas dos clubes, mas começam a ganhar relevância.

Uma pergunta se impõe depois de uma “viagem” ao custo publicitário dos equipamentos dos principais emblemas mundiais de futebol: o que devem os clubes angolanos fazer para tornar as respectivas marcas atraentes? Que conforto financeiro teria uma equipa do Girabola (Campeonato Nacional de Angola) que conseguisse um contrato equivalente, no mínimo, a 10% do valor que o Manchester United recebe da Chevrolet por ter impressa a marca da fabricante americana na parte frontal da camisola?
O emblema inglês recebe cerca de 80 milhões de dólares/ano. Ou seja, cerca de oito milhões/ano seria o valor a receber pela equipa do Girabola no hipotético contrato, mais cerca de três milhões de dólares comparativamente aos cerca de cinco milhões apresentados como o orçamento mínimo ideal para as equipas que disputam a conquista do campeonato.
O que as equipas angolanas arrecadam actualmente com a publicidade nas camisolas está longe dos valores do hipotético contrato. Investigações da revista Rumo fixam valores abaixo de um milhão de dólares por contrato.
Yuri Simão, agente desportivo de referência, indica a pouca atractividade da modalidade como uma das razões da fraca aposta dos empresários no futebol como veículo publicitário de eleição. Na óptica do agente, as empresas estabelecem parcerias com os clubes do Girabola mais no âmbito da responsabilidade social, porque se desconhece quanto vale uma equipa em termos de visibilidade.
O Recreativo da Caála, por exemplo, é das equipas cujos equipamentos publicitam mais marcas. No global, recebe cerca de um milhão de dólares, mas nem todo em dinheiro.

Leia mais na edição n.º 20 da Revista Rumo

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