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“A crise traz oportunidades à banca”

Vítor Ribeirinho, partner da KPMG

Especialista em banca Vítor Ribeirinho analisa o impacto das novas exigências regulatórias no sector e as desafiantes regras de governance e de combate ao branqueamento de capitais e terrorismo. Considera que alguns “bancos têm a consciência de que esta demonstração de ‘complitude’ com as regras é absolutamente vital para a sua continuidade”. Avalia ainda o impacto da falta de divisas no País e o movimento de fusões e aquisições, que, crê, vai continuar em 2016. Sobre a internacionalização da banca, deixa um alerta: “Julgo que é uma visão alcançável, porventura é preciso fazer aqui um compasso de espera por forma que os bancos possam abraçar esse desafio de uma forma mais robusta no futuro.” Uma entrevista exclusiva, em que faz um autêntico raio X à banca
angolana.
Terminado mais um ano, que balanço faz do sector da banca?
Observamos um sector que continua a ter uma performance extraordinariamente positiva e acima da generalidade dos sectores da economia. É indiscutível e é visível. Isso resulta de os bancos terem tido a capacidade, em tempo, de adoptar as medidas e estratégias mais adequadas e talvez até, em alguns casos, acima daquilo que era o normal para o País, aproximando-se muito dos padrões internacionais.
A que medidas tomadas pela banca se refere?
Estou a referir-me aos investimentos que foram feitos em infra-estruturas tecnológicas, que lhe permitiu ter a capacidade de expansão para as províncias, dando corpo ao que era um dos principais desafios: ter uma representação em cada uma, e isso só é possível se houver a montante um investimento adequado. Esse caminho os bancos fizeram e com sucesso.

Leia mais na edição n.º 21 da Revista Rumo

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