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Qualidade de vida, escreva na agenda de 2016

Os benefícios de estilo de vida estão a tornar-se tão importantes que já não são um elemento diferenciador

Um estudo publicado na Harvard Business Review (HBR) revela que a qualidade de vida já pesa de forma muito significativa na escolha de um emprego. Há muito que deixou de pesar na balança apenas o dinheiro recebido ao final do mês, a localização premium do escritório, as palmadinhas nas costas dadas pelo chefe ou até mesmo o tamanho do cabaz de Natal.
Nesta pesquisa, três investigadores alemães tentaram descobrir quais são as qualidades não financeiras mais importantes num emprego. Para tal, pediram a 297 licenciados americanos que considerassem várias empresas novas, as chamadas start-ups, cada uma tendo uma mistura diferente de seis atributos: a localização do escritório, o nível de inovação percebido na empresa, a percepção do grau em que os empregados podem ter um impacto (uma qualidade relacionada com a horizontalidade da hierarquia e a amplitude das responsabilidades dos trabalhadores), as qualificações dos seus fundadores (incluindo diplomas académicos e passagem por start-ups anteriores), se a empresa possui atributos que aumentem a legitimidade (como, por exemplo, a presença de investidores reputados ou um prémio num concurso de planos de negócios) e benefícios ao nível do estilo de vida (desde comida grátis, consultas anti-stresse, a aulas de ioga, etc.).
Os participantes usaram uma escala de sete pontos para responder à pergunta “quão atractiva é esta start-up como seu empregador?” em relação a todas as empresas. Os resultados demonstram que todos os atributos afectavam positivamente as percepções dos participantes sobre as empresas, mas os mais importantes de todos eram, sem sombra de dúvida, os benefícios e o nível do estilo de vida. Os menos influentes eram, curiosamente, as qualificações percebidas dos fundadores da instituição.
A pesquisa concluiu que os benefícios de estilo de vida estão a tornar-se tão importantes que já não são um elemento diferenciador – são cada vez mais vistos como a norma. Por isso, se é empregador, coloque o tema na sua agenda como prioritário para 2016. Se é trabalhador por conta de outrem, procure quem o ajude a cuidar do assunto e respeite essa mesma ‘qualidade de vida’.
Bom Ano Novo, com prosperidade e com vida, de preferência, com muita qualidade.

Rosália Amorim
Directora executiva da Media Rumo

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