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FMI revê em baixa crescimento mundial

Previsão aponta para que a economia mundial tenha um crescimento de 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017. Ambas as previsões foram revistas em menos duas décimas

O Fundo Monetário Internacional (FMI), na actualização ao World Economic Outlook, agora divulgado, justifica esta revisão em baixa do crescimento mundial em duas décimas, devido ao desempenho económico dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento.

A instituição liderada por Christine Lagarde alerta que “a menos que as transições chave na economia mundial sejam realizadas com sucesso, o crescimento global pode derrapar” e avança uma série de riscos negativos, nomeadamente “um abrandamento mais forte do que o esperado na China”, “efeitos adversos nos balanços e no financiamento das empresas” devido a uma maior valorização do dólar e à restrição gradual das condições de financiamento, “um aumento inesperado da aversão ao risco” e “uma escalada das tensões geopolíticas em curso”.

Para o conjunto dos países da África subsahariana, o FMI considera que continuará a registar-se um ritmo de crescimento, mas a taxas inferiores às verificadas na última década, apontando a queda do preço das matérias-primas para este abaixamento. Segundo o relatório, isto deve-se, essencialmente, ao contínuo ajuste que é exigido pelo abaixamento das matérias-primas e o custo mais alto do endividamento, factores que constituem um pesado legado para algumas das maiores economias da região (Angola, Nigéria e África do Sul).

Assim, lê-se no relatório, o crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento deverá aumentar em 4,3%, em 2016, e 4,7%, em 2017. Estes números indicam um crescimento em relação aos 4%, avançados em 2015, ainda assim o nível mais baixo desde a crise financeira mundial registada em 2008.

Em relação à China, a entidade espera uma diminuição no crescimento chinês, apontando para este se situe nos 6,3% em 2016 e nos 6% para 2017.

“A retoma do crescimento projectado para os próximos dois anos, apesar da desaceleração que a China está a registar, reflecte principalmente um prognóstico de melhoria gradual das taxas de crescimento nos países que estão, actualmente, a enfrentar tensões económicas, especialmente o Brasil, Rússia e alguns países do Médio oriente”, está escrito no relatório.

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