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Unitel e BPI têm uma semana para negociar 10% do Banco de Fomento Angola

BPI está a avaliar a oferta da Unitel de 140 milhões de euros por 10% do Banco de Fomento Angola. As duas partes têm até dia 31 de Janeiro para prosseguir negociações

O Banco BPI tem na sua posse, desde o último dia do ano passado, uma proposta para analisar apresentada pela Unitel, que oferece 140 milhões de euros por 10% do capital do Banco de Fomento Angola (BFA), que permitira à operadora de telecomunicações angolana passar a deter a maioria do capital.

Desde essa data a única reacção pública da instituição bancária liderada por Fernando Ulrich foi o envio de uma carta à Comissão do mercado de Valores Mobiliários (CMVM), onde se dá conta de que o “Conselho de Administração do Banco BPI irá, agora, analisar as propostas apresentadas por V. Exas e transmitir-lhes-á a sua posição sobre as mesmas logo que tal análise se encontre concluída”.

No negócio em causa a operadora angolana, que detém 49,9% do BFA, apresentou uma proposta firme de compra de ações representativas de 10% do capital social do banco angolano. Este avanço da Unitel (que é detida em 25% por Isabel dos Santos) surge no âmbito da intenção manifestada pelo BPI de avançar com um projecto de cisão simples das suas operações em África, com destaque para as participações detidas no BFA e no moçambicano Banco Comercial e de Investimentos (BCI).

O objectivo da equipa de gestão do BPI é entregar aos seus acionistas a maioria do capital do BFA, além de outros interesses que detém no setor financeiro em África, de modo a respeitar as exigências do Banco Central Europeu (BCE) que implicam a redução da concentração de riscos ao Estado angolano. Para tal, quer criar uma unidade separada do BPI, a Sociedade de Gestão de Investimentos Africanos (SGA), concentrando nela a participação de 50,1% no BFA e, em Moçambique, de 30% no BCI e de 100% no BPI Moçambique — Sociedade de Investimento.

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