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Mário Draghi avisa que não vai ficar quieto

Se a inflação global em baixa é uma realidade, a possibilidade é que o BCE poderá avançar com mais estímulos à economia.

Draghi continua disponível para aumentar o poder da sua ‘bazuca’, e confirma a ideia que deixou na última reunião do BCE, que aconteceu a 21 de Janeiro, que assim seria. E os novos estímulos podem surgir já em Março.

Mario Draghi diz que o facto de a baixa inflação ser uma realidade global “não justifica a inacção” do Banco Central Europeu (BCE).

“Há forças na economia global que conspiram para manter a inflação baixa”, disse o presidente do BCE num discurso em Frankfurt, na Alemanha. “O que importa é que os bancos centrais actuem dentro dos seus mandatos para os cumprirem”, disse o responsável pela política monetária da Zona Euro.Na Zona Euro, a baixa inflação, resultante da forte queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais, “poderá criar desafios diferentes de outras jurisdições, mas esses podem ser mitigados”, notou, e insiste: “não justificam a inacção” por parte da autoridade monetária.Já na última reunião do BCE, a 21 de Janeiro, Mario Draghi tinha apontado nesse sentido. “Será necessário rever e possivelmente reconsiderar a nossa posição da política monetária no início de Março, quando as novas projecções macroeconómicas do ‘staff’ forem disponibilizadas, e que cobrirão também 2018”, afirmou.

Draghi sublinhou que “se não nos rendermos à baixa inflação – e certamente não o faremos – ela voltará aos níveis consistentes com o nosso objectivo” de 2%. Uma declaração proferida Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, da Alemanha, na plateia. Weidmann tem sido crítico da política de Draghi, defendendo que a queda do petróleo tem um impacto negativo na inflação de curto prazo.

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