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Moeda chinesa atinge maior valorização desde Julho de 2005

No fecho do mercado de hoje na China, 6.4944 yuans valiam um dólar norte-americano, mais 1,14% do registado a 5 de Fevereiro, o último dia de negociação antes das férias do Ano Novo Chinês.

A moeda chinesa, o yuan, valorizou hoje mais de 1% em relação ao dólar. Foi o maior aumento em mais de uma década, após o Banco Central chinês ter rejeitado indícios de futuras desvalorizações. A agência Bloomberg adiantou que esta foi a maior valorização num único dia desde 2005.

Numa entrevista publicada no fim de semana na revista chinesa “Caixin”, o presidente do Banco do Povo da China (Banco Central), Zhou Xiaochuan, responsabilizou os especuladores estrangeiros pela volatilidade registada pelo yuan e afirmou não haver indicadores de que a moeda voltará a desvalorizar. “Não há fundamentos para uma depreciação contínua”, sustentou.

“A tendência será para depender cada vez mais da decisão do mercado acerca do nível da moeda e para alcançar uma taxa de câmbio mais flexível”, disse Zhou Xiaochuan, citado pelo “Financial Times”. E acrescentou que não há que temer a queda das reservas cambiais, apesar de terem registado em Janeiro a segunda maior queda mensal desde que há registos.

Em Janeiro, Pequim desvalorizou a moeda em 1,4%, na oitava sessão consecutiva em queda. Em meados de Agosto de 2015, a moeda chinesa recuou quase 5% no espaço de uma semana, num período de acentuada queda nas exportações chinesas.

A economia chinesa cresceu em 2015 num ritmo mais lento desde 1990, sofrendo uma queda de – 6,9%. O país tem experimentado uma fuga de capital face ao abrandamento económico e que terá originado a desvalorização da moeda.

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