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O melhor amigo da economia é…

É ou não é o banco o melhor amigo da economia?

Os almoços de sábado em Angola são verdadeiras mesas-redondas e quadradas de análise e forecasting, económico, político e social. Passando por temas de beleza, fitness e saúde. Sobre futebol? Prefiro omitir. Os temas são geralmente debatidos com alta intensidade e com temperos de grande emoção.
Face às deliberações de almoço, decidi arriscar um dos temas do momento. No fundo, estava apenas a cumprir com as regras básicas dos grandes gurus da economia e gestão e testei “a opinião do mercado”. Não acham que o melhor amigo da economia é o banco? Fez-se… silêncio. E depois, numa explosão, ouviram-se vozes em todas as direcções e ao mesmo tempo.
“Só me tem feito perder tempo!”, “O banco foi um grande parceiro na compra do meu carro”, “Inaceitável! Este País defende a propriedade privada e portanto é inconstitucional não me darem o meu dinheiro”, “O banco é um dos maiores empregadores da economia”, “Epá! As comissões estão demais…”, “Eles têm sido impecáveis na estruturação do investimento da minha empresa”. Stop! Stop! Então, como é que ficamos? É ou não é o banco o melhor amigo da economia?
Hoje não há unanimidade neste tema. A incerteza é enorme em perceber se a banca nacional sabe, pode e como vai agir face ao momento crítico do mercado.
A sobrevivência secular dos bancos assenta no equilíbrio entre os seus balanços e o estímulo financeiro às pessoas, empresas e países. Afinal, nos últimos anos, os bancos cresceram e prosperaram porque a confiança na intermediação financeira cresceu, pois nem só de transacções de moeda estrangeira vivem os bancos.
Estamos todos de acordo em que os bancos, como todas as empresas, precisam de gerar lucros e desta forma estão sempre atentos a antecipar crises e problemas económicos. Mas a expectativa é que cumpram, em tempos de crise, o seu papel de motores e estimuladores da economia. Reconheçam os riscos, mas acreditem no potencial de retorno dos bons investimentos, pois o seu papel de rigor, bom senso e tempo e de adaptação é crucial para a credibilidade interna e externa. Confiamos nós que podem e devem ser os primeiros motores da saída da crise. Esperamos todos que cumpram com o seu papel dos melhores amigos da economia.

Naiole Cohen dos Santos
Economista/MBA em Finanças

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