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CPLP deve “dar as mãos” perante crise mundial e do petróleo

“Temos de ultrapassar a crise juntos”, disse hoje a ministra Rosa Pacavira na segunda reunião dos ministros do Comércio da CPLP em Díli

A crise mundial e a queda do preço do petróleo, que afeta vários estados lusófonos, obrigam a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) a “dar as mãos”, disse hoje Rosa Escórcio Pacavira, ministra do Comércio de Angola. “Se estamos numa crise mundial, que atinge todos, chegou a altura de dar as mãos e ultrapassar a crise juntos. Temos de nos ajudar mutuamente”, afirmou Rosa Escórcio Pacavira na conferência que decorre hoje em Díli, a capital timorense, no âmbito da segunda reunião dos ministros do Comércio da CPLP, a que se seguirá o 1.º Fórum Económico Global da CPLP. “Chegou a hora de mostrar que a comunidade de que fazemos parte faz jus ao nome. Temos falado muito de forma teórica, temos agora de passar a questões mais práticas, apostando no desenvolvimento, com harmonia e estabilidade”, frisou.

“Temos potencial para exportar produtos entre nós. Somos 600 milhões de consumidores. Com a queda do preço do petróleo, temos de fomentar a agricultura, o turismo. Temos capacidade de produção de produtos na nossa comunidade mas que importamos de fora da comunidade, como o arroz e açúcar”, afirmou.

“A crise é um momento de reflexão que gera grandes oportunidades que devemos aproveitar. Este é um momento de crise, mas deve ser também um momento de união”, disse ainda Pacavira.

A queda dos preços do petróleo e o seu impacto em vários países da CPLP, nomeadamente os produtores, como Angola, Moçambique, Brasil ou Timor-Leste, a par da crise financeira mundial são duas questões em debate em Díli.

A governante destacou que, no caso do Angola, a queda do preço do crude obrigou a adotar medidas de ajuste económico, com uma nova aposta no setor não petrolífero, uma solução que outros membros da CPLP também estão a implementar.

“São linhas mestras para aguentar Angola sem o petróleo. Se não fizermos isso, os países da nossa comunidade, com populações que ainda vivem na pobreza, perante uma crise ficam ainda mais fragilizadas”, disse.

 

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