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Warren Buffett – há 50 anos com lucros apesar das “compras estúpidas”

O ‘Oráculo de Omaha’ escreve sobre o pessimismo económico, as presidenciais, os lucros da Berkshire e as mudanças climáticas.

Os americanos têm de deixar o tom negativo sobre a economia porque estão a fazer com que os filhos acreditem que o futuro é pior do que foi o passado dos pais, diz Warren Buffett na carta anual que dirige habitualmente aos accionistas da Berkshire Hathaway.
Na carta, Buffett diz que, aparentemente, as pessoas se esquecem que a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) é de 2% ano, com um crescimento da economia de 0,8%, o que equivale a uma taxa de crescimento de 1,2% per capita. “Não são números que impressionam”, disse, mas acrescentou: “num período de, digamos, 25 anos, essa taxa de crescimento leva a um crescimento de 34,4% do PIB”. E para que não fiquem dúvidas sobre o que pensa, escreve: “os bebés nascidos na América de hoje são os mais afortunados da história”.
Em passagens eloquentes, Buffett rejeita o pessimismo económico que neste momento domina o debate da campanha presidencial que considera “completamente errado”. Se em tempos, Warren Buffett se declarou um apoiante de Hillary Clinton, nesta carta, não deixa claro o apoio a qualquer candidato, é necessário ler nas entrelinhas, isto é, é preciso perceber o que não quer para os americanos, e não quer os republicanos e também não parece que queira Bernie Sanders.
As cartas de Buffett são reverenciadas e tidas em conta, no seu estilo pecular o “Oráculo de Omaha” manda recados para gestores, banqueiros, CEOs e, naturalmente, para os accionistas da Berkshire.
E apesar de admitir que fez “compras estúpidas”, Warren Buffet tem nos ganhos líquidos da Berkshire a prova que nos últimos 50 anos da sua vida fez várias opções francamente inteligentes. A holding registou, em 2015, 15,4 mil milhões USD de ganhos com um aumento do valor por acção de 6,4% – desde que tomou contra da Berkshire Hathaway, as acções passaram de 19 para 155 dólares. Não há, de facto, razão para pessimismo com resultados anuais que dão conta de lucros de 24,08 mil milhões USD, comparados com os 19,87 mil milhões um ano anterior.
Os resultados são, assim, um novo recorde para Buffett, que nas últimas cinco décadas construiu uma empresa com um portefólio avaliado em 100 mil milhões de dólares, com activos nos seguros, energia, indústria, media, retalho e transportes.

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