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E 2016 começou com a valorização… do ouro

O ouro voltou a brilhar. Registou o melhor arranque de ano desde 1980. De novo um valor seguro para os investidores.

Num tempo em que as preocupações são o eventual ‘Brexit’, a crise de refugiados e a retoma da economia global que tarda em se fazer sentir, surge… o ouro. E, pode dizer-se, no arranque do ano, com uma valorização de 16%, o metal dourado voltou a ser a matéria-prima mais apetecível e um refúgio para os investidores – voltou a seu papel clássico, portanto.

Os anos de 2013, 2014 e 2015 foram francamente obscuros para o ouro nos mercado, depois de um ciclo de subidas anuais que terminou, justamente, em 2013. Nos primeiros meses de 2016, o ouro valorizou 16,14% para 1.232,78 USD a onça (cotação mais recente), destacando-se assim no mercado das commodities. Em Fevereiro, o avanço foi de 10,24%, e é o melhor registo mensal registado nos últimos quatro anos. Segundo a Bloomberg, este ano o índice global de acções – MSCI All-Country, deslizou 6,2%, perante a deterioração global das economias e os crescentes receios de que um abrandamento penalize o crescimento dos EUA e adie o ciclo de subida de juros pela Fed. E neste contexto, os investidores procuram refúgio no ouro. “A expectativa de taxas baixas durante mais tempo nos EUA, taxas negativas em países como o Japão e a queda nos mercados globais de acções, está a incentivar a colocar o dinheiro em ouro”, explicou Bernard Dahdah, analista de commodities do Natixis, citado pela Bloomberg.

Os mais recentes números da indústria de hedge funds comprovam o refúgio dos investidores junto do metal precioso. Dados também divulgados pela Bloomberg mostram que as posições em ouro dos fundos especulativos atingiram o patamar mais elevado desde Outubro de 2014. No total, os hedge funds detinham 1.682,6 toneladas métricas do metal amarelo na última sexta-feira. Números do governo dos EUA revelam ainda que as posições longas dos gestores de activos em futuros e opções sobre o ouro subiram até 32% na semana terminada a 23 de Fevereiro.

Esta mudança de cenário do quadro económico tem levado os analistas a reverem a abordagem que fazem relativamente ao ouro. Ainda segundo a Bloomberg, o ABN AMRO alterou a visão negativa que tinha relativamente ao metal dourado ao subir de 900 para 1.300 USD o seu ‘target’ para a matéria-prima no final deste ano. O Barnabas Gan, do Oversea-Chinese Banking Corporation, acredita que o ouro pode subir até aos 1.400 dólares/onça.

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