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E uma questão de tempo porque “não há crise que resista”

Afirmação do embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, que está a ser insistentemente repetida na imprensa portuguesa.

A crise económica e financeira em Angola é passageira, considerou o embaixador de Angola em Portugal, que aproveitou para destacar a resiliência do País na superação das dificuldades, e, definitivo, acrescentou: “Estamos seguros que podemos afirmar com confiança que, apesar de tudo, em Angola não há crise que resista, é tudo uma questão de tempo”. O diplomata prosseguiu: “Temos uma história marcada por situações de adversidade mas de superação e progresso, uma história de resiliência que foi e é conseguida contando com as suas próprias forças, mas também com o indispensável concurso e participação activa de empresários, comerciantes e muitos outros cidadãos anónimos portugueses que em circunstâncias de crise e dificuldade na história recente, se mantiveram no interior do país, travando lado a lado com os angolanos batalhas comuns pelo desenvolvimento, progresso e bem-estar do país”. Para concluir: “”Sustentando-nos nestas lições de vida, nas experiências positivas acumuladas, estamos seguros que podemos afirmar com confiança que apesar de tudo em Angola não há crise que resista, é tudo uma questão de tempo”.

O embaixador foi orador da conferência pala Câmara de Comércio e Indústria Portugal Angola (CCIPA), onde esteve presente o presidente da Agência para a Promoção do Investimento e Exportações de Angola (APIEX), António Henriques da Silva, que admitiu rever o processo de aprovação de novos projectos de investimento para o País se a descentralização não for uma mais-valia. Depois, bom depois, Angola é um País de oportunidades e Henriques da Silva explicou porquê: “Angola possui o 7.º maior território no continente africano, é o 5.º maior produtor mundial de diamantes, possui 12% dos recursos hídricos do continente, o seu subsolo tem 25% dos principais minerais, alberga a segunda maior floresta do mundo, é o 4.º principal destino de investimentos em África, além de ser o 2.º maior produtor de petróleo e gás do continente”.

Também por isso, Angola deve facilitar entrada de empresas portuguesas para diversificar a economia, defendeu o ministro da Economia português, Manuel Caldeira Cabral, também presente na conferência. “É nestes momentos que devemos pensar em todos os entraves que ainda há à entrada de empresas em Angola, ao investimento, até ao nível dos vistos, coisas pequenas e grandes, para que se possa facilitar que as empresas portuguesas dêem o contributo que podem dar à diversificação de Angola, à retirada desta dependência do petróleo e para continuarem a estar na primeira linha de aproveitar o crescimento económico que Angola vai ter nas próximas décadas”, disse Manuel Caldeira Cabral.

Numa intervenção na qual salientou a proximidade cultural e os laços de amizade entre os dois países, Manuel Caldeira Cabral afirmou que “as dificuldades na economia angolana reflectem-se nas empresas portuguesas” e garantiu que “o Ministério da Economia está atento a essas dificuldades e está atento para dar a mão aos empresários e apoiar nestes momentos menos fáceis, mas também para dizer que Angola continua a ser um mercado em que vale a pena apostar não só hoje, mas principalmente como aposta de futuro”.

O ministro português partilha da ideia de resiliência comum aos dois povos e afirmou: “é nos momentos difíceis que se vê a amizade e os valores que unem os dois povos e a resiliência das empresas portuguesas, que já a mostraram em Portugal nos últimos anos, e mostram agora em Angola, onde têm dificuldades de pagamento e de manter os postos de trabalho que aí conseguiram implantar”.

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