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Fabricantes de genéricos da Índia investem nos EUA

Os executivos indianos reconhecem que as farmacêuticas locais não estão em condições de produzirem medicamentos mais elaborados como os medicamentos usados na luta contra o cancro.

O mercado de medicamentos genéricos dos EUA deve crescer a uma média anual de 10% e chegar a 71,9 mil milhões USD em 2018. As farmacêuticas indianas, e também para evitar a forte regulação sobre o genéricos, entraram em força no mercado farmacêutico nos Estados Unidos

A rígida fiscalização que os Estados Unidos fazem nas empresas da Índia, levou a farmacêuticas do país a uma espécie de contra-ataque e começaram a entrar no mercado de medicamentos genéricos norte-americano, adquirindo participações em diversas empresas.

Em 2015, farmacêuticas da Índia investiram um total de 1,5 mil milhões USD em aquisições de empresas americanas, Dealogic, uma empresa de análise de dados. Desde 2010, firmas indianas compraram ou negociaram a compra de 31 farmacêuticas americanas, ainda segundo a Dealogic.

Em Julho de 2015, a Lupin Pharmaceuticals, de Mumbai, fechou a compra de duas empresas de genéricos do Estado americano de New Jersey por um total de quase 900 milhões USD. O negócio vai possibilitar à Lupin produzir drogas mais rigidamente reguladas nos EUA, incluindo calmantes e narcóticos, além de produtos para tratamentos dermatológicos.

Entre os medicamentos produzidos agora pelas duas empresas de New Jersey, a Gavis Pharmaceuticals e a Novel Laboratories, estão versões genéricas do remédio para dor crónica, como o OxyContin e a Ritalina – um medicamento usado para o tratamento da hiperatividade.

O mercado de medicamentos genéricos dos EUA deve crescer a uma média anual de 10% e chegar a 71,9 mil milhões USD em 2018, segundo a consultoria RNCOS, também devido uma participação mais ampla dos americanos em planos de saúde, o que incentiva, naturalmente, o uso de medicamentos genéricos. As empresas indianas tinham uma fatia de 19% desse mercado em 2014, quando em 2010 era apenas de 13%, isto segundo a Organização dos Produtores Farmacêuticos da Índia, um grupo sectorial.

É verdade que os custos de mão-de-obra na Índia são menores do que nos Estados Unidos, ainda assim, os executivos indianos reconhecem que as farmacêuticas locais não estão em condições de produzirem medicamentos mais elaborados como os medicamentos usados na luta contra o cancro, por exemplo.

Nesse caso não surpreende a longa lista de farmacêuticas americanas que estão a ser parcialmente adquiridas pelas grandes empresas indianas. E voltando à questão inicial, é também essa a forma de se contornar a apertada malha da FDA (Food and Drug Administration, órgão regulador estatal dos EUA) que proibiu as importações de produtos de oito farmacêuticas indianas e fez sérias advertências a mais umas quantas.

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