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CPLP: origens, missão e futuro

O debate em Lisboa, Alda Melo dos Santos, António Monteiro e Pedro Comissário, com a moderação de Luís Ferreira Lopes.

O futuro constrói-se em conjunto, concluiu o seminário Diplomático da CPLP que decorreu esta tarde, na sede da organização em Lisboa.

O embaixador Pedro Comissário, representante de Moçambique junto das Nações Unidas, em Genebra, enalteceu, logo em primeiro lugar, a importância da mobilidade, seguida da miscigenação, ao falar acerca das origens da CPLP. Disse que a comunidade não pode servir interesses unilaterais.

“Existe a consciência de um multilateralismo são por parte dos seus membros?” questionou o embaixador.

Realçou ainda o interesse para todos da livre circulação de pessoas. E homenageou o actual secretário executivo da CPLP pela visão e dinamismo que tem dado à organização.

Por seu turno, o embaixador António Monteiro, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, enalteceu a importância da língua como factor de união, e da própria CPLP na sua transformação para língua internacional através do impulso dado pela comunidade. “A língua é fundamental para a projecção de todos os que dela se servem. Com base na língua, a principal missão da CPLP é desenvolver políticas para todos na comunidade”.

Disse ainda que a CPLP “é um processo em construção contínua e devemos descobrir os sectores que, a cada momento, devemos impulsionar com maior agressividade”.

Mais, prosseguiu: “Nunca se pretendeu que CPLP fosse uma comunidade fechada, pelo contrário”, sublinhou. “Criou-se polémica com a adesão de Moçambique na Commonwealth, mas Portugal apoiou, e o interesse é cada país estar activo nas organizações onde possa beneficiar, como, por exemplo, Angola na SADC. Vamos criando uma rede que neste mundo global é cada vez mais essencial”.

Acerca do futuro, “a baixa do preço do petróleo traz desafios que esperamos sejam rapidamente superados”, afirmou a Alda Melo dos Santos, assessora político-diplomática da CPLP e antiga ministra da Justiça de São Tomé e Príncipe. Para concluir que “esta é uma plataforma de negociações a nível internacional. Precisamos de uma visão clara e precisa do futuro, identificando oportunidades e mobilizando energias para o progresso da nossa comunidade”.

Por Rosália Amorim

 

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