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BP Angola reduz produção nos blocos 18 e 31

“Em 2020 vamos produzir nos dois blocos (18 e 31) menos de 300 mil barris por dia, cerca de 260 mil barris.”

O BP Angola pondera a redução, que até 2020, de 20% da sua produção diária nos blocos 18 e 31 – passando de 320 para 260 mil barris/dia. Em causa está o limite máximo a que chegaram os  reservatórios e a falta de novos projectos para exploração.

“Em 2020 vamos produzir nos dois blocos (18 e 31) menos de 300 mil barris por dia, cerca de 260 mil barris. Portanto, não temos nenhum projecto novo e naturalmente que a nossa produção vai declinar, não vamos aumentar. É impossível”, revelou uma fonte da empresa, justificando com o facto de os reservatórios de petróleo, nos blocos onde opera a BP Angola, entrarem em declínio dentro de anos, causando, naturalmente, uma redução na produção.

A empresa, no final do ano passado, despediu mais de 150 trabalhadores, entre eles, 60 angolanos,  por causa da redução das actividades offshore, por agora, a BP Angola não prevê novos despedimentos

“O preço do petróleo está directamente relacionado com as nossas receitas. Quando baixa, naturalmente que temos receitas menores. Neste momento com o preço na casa dos 30 USD [no dia de hoje, o preço do brent esteve a 38 USD o barril], toda a indústria petrolífera perde dinheiro. Para compensar temos que reduzir os custos, cortando os investimentos. E isso é preocupante”, disse.

“Dentro de quatro anos, a produção de Angola vai diminuir porque não há projectos novos. Haverá menos actividades, mais despimentos no sector e isso torna os negócios mais difíceis”, é essa pelo menos a sua visão, mais pessimista, dir-se-ia.

Mais relevante é o que diz a seguir: na actual conjuntura, a estratégia da BP foca na eficiência que passa pela implementação de novos projectos, economicamente viáveis.

Os blocos da bacia do Kwanza e de Benguela, estão com actividade de pesquisa paralisadas aguardando melhores dias.  “Os custos de desenvolvimento que são muito altos e o actual preço do petróleo está a condicionar novos projectos em Angola. Há poucas pesquisas devido aos custos, no entanto, há muito petróleo já descoberto na bacia do baixo Congo”. BP controla 20% do total dos hidrocarbonetos produzidos no País.

A BP Angola detém 50% do Bloco 18, onde produz actualmente cerca de 160 mil barris, numa parceira com a sino-angolana Sonangol Sinopec International (SSI). E detém 26,67% do Bloco 31, onde extrai perto dos 170 mil diários e onde está associada à Sonangol Pesquisa e Produção (45%), a norueguesa Statoil com (13,33%) e a SSI Thirty One Limited ( 15 % ).

A subsidiária da BP funciona como operadora nos blocos 19 e 34, e tem participações em activos operados por outras empresas nos blocos 15,17,20 25 e 26, (blocos em fases de pesquisas) bem como na unidade de processamento de gás natural da Angola LNG, situada no Soyo.

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