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Empresários africanos discutem resiliência da economia do continente

África está a mostrar sinais de abrandamento económico. Como devem proceder as empresas e os países africanos? Esta foi a questão que dominou o painel de Economia do África CEO Fórum 2016, promovido pelo BAD.

Durante os últimos dois dias a economia do continente esteve em discussão em Abidjan, capital da Costa do Marfim, num encontro promovido pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e onde estiveram presentes centenas de empresários e governantes de vários países.

Na ocasião, o presidente do BAD, Akinwumi Adesina, sublinhou que África estava no caminho certo, vincando que os investimentos em infraestruturas devem continuar, exortando o continente a diversificar as suas exportações e a industrializar-se em detrimento de apostarem unicamente nas matérias-primas.

A integração regional é a chave para desbloquear o enorme potencial que está dentro de África. “As soluções da África são internss. Nós não precisamos de olhar para o exterior. Precisamos negociar mais com nós mesmos”, sustentou Adesina.

Durante o segundo dia de discussão, foram vários os intervenientes que colocaram em destaque os investimentos em energia, infraestruturas e capital humano como essenciais para alcançar uma transformação económica sustentável em África. Com uma taxa de crescimento actual de 4,4% em comparação com 1,9% para a Europa, África continua a ser um destino estratégico para investidores do sector privado.

O painel subordinado ao tema”Entre a ambição e a resiliência”, contou com a participação de líderes do sector privado, incluindo Aliko Dangote, fundador e presidente do Grupo Dangote, e Jonathan Oppenheimer, director de E Oppenheimer & Son Ltd.

Nesta discussão foi citado o estudo da McKinsey & Company, empresa de consultoria baseada nos Estados Unidos, que adianta que os economistas precisam de olhar para além dos indicadores económicos médios por forma a obter uma compreensão precisa do desempenho económico de África.

Na mesma nota é referido que as reformas económicas são fundamentais para a construção da resiliência. Nos últimos anos, os países que implementaram reformas económicas registaram crescimento do PIB em média 50% em comparação aos não-reformistas; países que promovem o investimento do sector privado estão a conseguir melhores resultados do que aqueles que não o fazem; a transformação, industrialização e integração regional foram factores-chave para o crescimento exponencial do bom desempenho, tendo sido apontado como exemplo a Costa do Marfim.

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