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Obama acredita que embargo económico sobre Cuba irá acabar

“Tivemos uma boa discussão sobre as questões da Democracia e dos Direitos Humanos”, disse o Presidente norte-americano sobre a reunião com o Presidente de Cuba

O Presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou ontem em Havana estar convencido de que o embargo económico imposto pelos Estados Unidos há mais de meio século sobre Cuba “vai terminar”, mas sem vaticinar uma possível data.

Numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo cubano Raul Castro, Obama salientou o facto de cerca de 40 legisladores, entre eles vários republicanos (força política que detém a maioria no Congresso norte-americano), integrarem a comitiva presidencial que viajou até Cuba. Segundo o líder norte-americano esta presença é um sinal de que existe uma crescente pressão dentro do Congresso norte-americano para acabar com o embargo.

“A lista de medidas que podemos decidir administrativamente é cada vez mais curta e as mudanças vão agora depender do Congresso”, sublinhou Obama, reiterando o apelo aos legisladores norte-americanos para o levantamento do embargo.

Em plena contagem decrescente da viagem de Obama, Washington anunciou na semana passada uma atenuação das restrições comerciais impostas a Cuba, bem como um alívio das regras sobre as viagens de cidadãos norte-americanos à ilha caribenha.

Decretado em Fevereiro de 1962, e severamente reforçado pela lei Helms-Burton de 1996, o embargo é frequentemente denunciado por Havana como um obstáculo ao desenvolvimento da ilha caribenha, com prejuízos estimados superiores a 100 mil milhões de dólares.

Barack Obama, que deixará a Casa Branca em pouco menos de um ano, é o primeiro Presidente norte-americano em exercício a pisar solo cubano em quase nove décadas. Esta visita surge no âmbito do processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, que durante mais de meio século viveram de costas voltadas.

“Espero que a minha visita mostre o quanto estamos prontos para começar um novo capítulo nas relações entre Cuba e os Estados Unidos”, referiu.

O chefe de Estado norte-americano sublinhou, no entanto, que Washington vai continuar a ter com as autoridades cubanas “discussões francas” sobre os assuntos mais delicados.

“Tivemos uma boa discussão sobre as questões da Democracia e dos Direitos Humanos”, disse Obama, a propósito da reunião bilateral de cerca de três horas com Raul Castro, realizada ontem no Palácio da Revolução.

 

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