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Diamantes, banca, mulher e empreendedorismo

O presente e o futuro do Banco Keve em destaque e ainda tudo sobre empreendedorismo

A  descoberta, em Fevereiro, de mais uma raridade na mina diamantífera do Lulo, na província da Lunda Norte, reforça a pretensão manifestada pela operadora Lucapa Diamond Company em diversas ocasiões: superar a mina de Catoca tanto em quantidade como em qualidade. Tratou-se de um diamante com 404,2 quilates, que, assim, se posiciona como o maior desde o início da exploração diamantífera no País, em 1917 (mas os primeiros registos de diamantes remontam a 1912 ). Além do tamanho, a pedra foi classificada como sendo do tipo IIA, ou seja, praticamente impecável, e no negócio dos diamantes este referencial interessa mais do que o volume. Desde o início da exploração da mina, em 2010, têm sido muitos os sinais de se tratar de uma potência em qualidade e em quantidade. Em 2015, por exemplo, constava entre os diamantes raros descobertos no mundo, nos últimos anos, um de 95,45 quilates encontrado nesta mina, em Fevereiro de 2014.
Além da pedra que agora ocupa a 27.ª posição entre as maiores do mundo, em Fevereiro foram encontrados outros seis diamantes raros em qualidade e tamanho (com 120,37, 82,60, 56,30, 33,95 e 29,28 quilates).
Apesar de carecer ainda de avaliação, a empresa operadora do projecto estima em cerca de 20 milhões de dólares o valor do diamante de 404,2 quilates. Uma garantia para já: o valor correspondente à participação da Endiama ( 32%) no projecto não será reinvestido, mas canalizado para os cofres do Estado, segundo o PCA da empresa, Carlos Sumbula, que justifica a decisão com a actual situação económica do País. Mas não é tudo. Na sequência da informação sobre a descoberta, o valor das acções da Lucapa Diamond Company aumentaram 30% na Bolsa de Valores da Austrália.
Entre nós, a Catoca continua líder na produção diamantífera, com 85% em volume e 64% em valor. Abordaremos esta temática com profundidade em edições futuras.
Nesta edição temos mais uma revista recomendável. O presente e o futuro do Banco Keve é o destaque deste mês, com uma entrevista ao CEO, Arlindo Ngueva Narciso das Chagas Rangel. Garante que a instituição está “preparada para prosseguir a sua actividade mesmo que a solo”, quando interrogado sobre a possibilidade de uma fusão que envolvesse o banco num futuro breve. A gestão feminina e o empreendedorismo são outros temas abordados com profundidade. Saiba, por exemplo, o que a única PCA entre as dezenas de empresas públicas do País pensa da nova tendência que nos mostra que há cada vez mais mulheres na liderança das empresas um pouco por todo o mundo.


César Silveira
Director da Rumo

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