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Ser ou não ser? Eis a questão

“Se você quer que digam algo, peça a um homem. Se você quer que façam algo, peça a uma mulher” (Margaret Thatcher)

As mulheres precisam de trabalhar o dobro, provar o triplo em testes de eficácia, competência e atitude para que o mundo acredite que podem chegar ao topo.
As leis e as regras ao longo dos séculos têm sido feitas por homens e para homens. Alguns prontos a “tirar o tapete”, outros com visão inclusiva e prontos para “dar a mão”. O caminho é longo e ainda cheio de labirintos e obstáculos. Estimam-se entre 100 a 200 anos para alcançar a igualdade de género em cargos de liderança *. Hoje, 87% das empresas são dirigidas por homens e 13% por mulheres, das quais apenas 5% no cargo de CEO das maiores empresas globais *. Ainda assim, todos os dias no mundo se partem novos glass ceilings, sobretudo em áreas aparentemente “improváveis”, como a aeronáutica, o automobilismo, a tecnologia e a alta finança.
Na génese deste novo paradigma está a educação, que influencia os sonhos e alimenta a realização. A educação e os longos séculos de observação, por força do silêncio imposto pela sociedade masculina, os afazeres domésticos e a criação dos filhos, permitiram à mulher desenvolver uma intuição apurada. Intuição que permite usar “outras” facetas de liderança com características mais inclusivas e muito assente em consensos, trabalho de equipa, flexibilidade e um forte cunho relacional.
O relatório da OIT confirma: “A liderança no feminino melhora a performance das empresas.” Então? Estamos perante a liderança no feminino? Ou apenas liderança e novos líderes? Eis a grande questão!
A OIT cita igualmente que, “à medida que o seu nível de educação supera o dos homens, em quase todas as regiões [do mundo] elas representam um banco de talentos e um recurso nacional incrível”.
Não me iludo de que o autoritarismo ainda perdure como opção de muitas lideranças no feminino, a necessidade de se fazer ouvir e os exemplos diários ainda se arrastarão por muitos e muitos tempos.
Mas estou certa de que o século XXI será de reconhecimento de que é possível implementar e gerir de forma diferente e com uma nova inteligência emocional e social.
Um líder não importa que use calças ou saias. Mas se o mundo insiste em catalogar o novo estilo como liderança no feminino… então? Que assim seja! Porque a gestão no século XXI se fará compartilhada de muitas saias e saltos altos.
* Fonte: OIT – 12 de Janeiro 2016 Women in Business and Management: Gaining Momentum

Naiole Cohen dos Santos
Economista/MBA em Finanças

 

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