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Fecha-se uma porta, abrem-se mil janelas

“Insanidade é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein)

Durante anos, diria mesmo décadas, o nosso olhar permaneceu fixo naquela porta… a porta do petróleo. Ignoramos as mil janelas de oportunidades que o País ofereceu e oferece no turismo, na agricultura, na pecuária, nas pescas, etc. Hoje, “através da crise”, os nossos olhos abrem-se e movem-se em novas direcções.

Ainda estamos na fase de paralisação, de desnorte. Será pela ausência de estratégia e de prioridades? Ou será o medo do desconhecido? Medo do futuro. Será o apego aos hábitos do presente? Ou a nostalgia e a memória no passado? São muitas as interrogações. Ainda estamos na fase do “luto” do “nosso petróleo”. Apesar do trambolhão e do susto, os olhos se abrem e olham para um País cada dia maior. O tamanho das janelas ganhou outra dimensão.

Não será num estalar de dedos que teremos turismo, agricultura em escala, fertilizantes ou indústria alimentar. A auto-sustentabilidade da cadeia produtiva leva anos a construir. Não é com decretos que se diversifica a economia. Mas sim com capital humano, financeiro e com altas doses de boa gestão e de saber fazer. Mas a necessidade obriga e ensina… Não partilho de optimismos exagerados. Mas partilho de uma visão mais ampla de que as janelas que se abrem são maiores que a porta que se fechou.

Neste tempo de gestão da mudança, relembro a teoria de John P. Kotter (professor em Harvard). A urgência já se instalou, as alianças já estão a ser feitas, afinal, sobreviver e encarar o futuro vai obrigar-nos a correr novos riscos e a mudar comportamentos. Finalmente, já se tem a visão, diversificar a economia de Angola. A comunicação está no seu máximo. Não há que ter vergonha, mas sim coragem de, em baby steps, se começar a apresentar os primeiros resultados. O ritmo para a diversificação tem que ser a acelerar. E todos têm que se sentir parte e agentes da mudança.

Não é Angola que está em mudança, é o mundo. Somos parte deste processo maior de criar um novo ciclo. A energia positiva de Angola, com as suas altas doses de criatividade, vai saber escancarar cada janela com novos horizontes. Pessoalmente, acredito nas palavras de Biaah Soares: “Não tenha medo da mudança. Coisas boas se vão para que outras melhores possam vir.”

Naiole Cohen dos Santos
Economista/MBA em Finanças

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