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BFA: um banco angolano cotado na Bolsa de Lisboa

O Banco de Fomento Angola não terá balcões em Portugal, será apenas cotado

Caixabank e Isabel dos Santos chegaram a acordo. O Banco de Fomento Angola passa a ser cotado na Bolsa de Lisboa.

Demorou 15 meses e foi conseguido no último dia, mas há fumo banco: Isabel dos Santos e Caixabank chegaram a acordo, segundo o português Diário de Notícias. Isabel dos Santos reduz a sua participação no BPI e passa a controlar o Banco de Fomento Angola (BFA), através da Unitel, que passa a ser cotado na Bolsa de Lisboa.

No que respeita ao BFA, Isabel dos Santos, através da Unitel, detém 49,9%, sendo a maioria – 50,1% – detida pelo BPI. Em cima da mesa está a compra desta parcela por parte de Isabel dos Santos. A empresária sairia do capital do BPI, onde detém diretamente 18,58%

O Caixabank aumenta assim a sua participação no BPI com este acordo. O banco catalão compra ações a Isabel dos Santos e passa a controlar o banco português.

Este desfecho permitirá ao BPI reduzir a sua exposição ao mercado angolano, cumprindo a decisão do BCE. O BPI contava, no final de 2015, com uma exposição de 3,6 mil milhões de euros ao Estado angolano e mais 1,3 mil milhões ao Banco Nacional de Angola; o BCE impôs um limite máximo total de 3,2 mil milhões.

Este acordo terá ainda de ser aprovado pelos órgãos sociais do BPI, Caixabank, da Unitel e do BFA, e pelos reguladores dos três países envolvidos – Portugal, Espanha e Angola.

O Banco de Fomento Angola não terá balcões em Portugal, será apenas cotado.

Às 22.59 chegou o comunicado do BPI à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários):
“O Banco BPI torna público ter sido informado pelo CaixaBank, S.A. e pela Santoro Finance – Prestação de Serviços, S.A. que se encerraram hoje com sucesso as negociações que os envolveram para encontrar uma solução para a situação de incumprimento pelo Banco BPI do limite de grandes riscos. Esta solução foi já comunicada ao Banco Central Europeu e ao Banco de Portugal e encontra-se vertida num conjunto de documentos contractuais que serão apresentados aos órgãos sociais competentes nos próximos dias e que, tão logo sejam aprovados, serão comunicados ao mercado.”

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