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Álvaro Siza Vieira: “A melhor formação para um arquitecto é ver, ver, ver”

A importância da obra do arquitecto Álvaro Siza Vieira, que, no mundo, está para a arquitectura como Eusébio está para o futebol

Uma das obras mais emblemáticas do arquitecto do Porto é, nas suas palavras, “estruturalmente uma coisa muito simples. Espectacular, mas uma solução elementar”. É a pala do Pavilhão de Portugal na Expo’98, em Lisboa.
Inside a Creative Mind é uma exposição sobre o processo criativo da concepção da arquitectura de um núcleo importante de arquitectos portugueses, entre eles dois Prémios Pritzker –  Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura.
A exposição inclui um ciclo de conferências, que começou com Álvaro Siza Vieira, onde explicou o processo que o levou à construção da pala do Pavilhão de Portugal. Informou o arquitecto: “Na encomenda estava incluído um grande espaço exterior e abrigado. Fiz muitos desenhos iniciais, disparatados, e houve uma altura em que passeava pelos cobertos do Niemeyer, mas depois vi que não servia, tinha que pôr pilares, quebrava. Em determinada altura – trabalhava com um engenheiro inglês, o Cecil Balmond, a que se juntou depois outro engenheiro português, o Segadães Tavares –, falando com o inglês, logo no início, propôs-me uma lona de plástico com uns tirantes. Disse que queria uma coisa sólida, não um acampamento. E encontrou-se a solução: uma laje de betão, com uns tirantes no interior, enfiados nuns tubos de plástico embebidos em betão, com tensores. Estruturalmente é uma coisa muito simples: são os tirantes que aguentam, respeitando a curva calculada cientificamente. Espectacular, mas uma solução elementar.”

Continue a ler a entrevista na edição nº 24 da revista Rumo à venda em Angola.

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