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O tempo e os passos necessários para uma Luanda competitiva

luanda acolhe seis milhões de habitantes, embora esteja projectada para 500 mil

Que Luanda teremos, efectivamente, em 2030? A questão justifica-se tanto pelo período previsto para se testemunhar os resultados da efectivação do Plano Geral Director Metropolitano de Luanda, como pelo desejo de testemunhar uma implementação com êxito. Implicaria uma cidade com mais mobilidade e prazerosa. Ou seja, mais competitiva, pois as cidades são, cada vez mais, além de meros espaços geográficos habitáveis, verdadeiros motores económicos.
A Economist Inteligent Unit (EIU) fez um estudo que define a competitividade de uma cidade através da sua capacidade em atrair capital, negócios, talentos e visitantes. Ou seja, gostaríamos de ter uma Luanda competitiva. É desafiante se considerarmos a realidade actual.
Trata-se de uma cidade que acolhe mais de seis milhões de habitantes quando foi construída para 500 mil e perspectiva-se mais de 12 milhões em 2030. Uma cidade com o tempo médio de viagem de automóvel de 3,2 horas e com o objectivo de o reduzir para 35 minutos. Suportado com entrevistas e opiniões de vários especialistas, sobretudo arquitectos nacionais e internacionais, este é o destaque da presente edição da revista Rumo.
Conheça, desta feita, as cidades mais competitivas do mundo, das quais fazem parte, entre outras, Nova Iorque, Londres, Hong-Kong, Tóquio, Paris e Joanesburgo, esta que está a uma distância de avião de 2486 quilómetros de Luanda. Ou seja, se estivéssemos perante um referencial, poderíamos afirmar que afinal não estamos tão distantes assim, mas a realidade é outra. O índice da EIU examina 32 indicadores para cada uma das cidades, agrupando-as em oito categorias, onde a “Força da economia” corresponde à maior percentagem ( 30%), enquanto o “Risco natural” e “Carácter social” à menor, ambas com 5%. E com estes referenciais, diga-se, é longa a caminhada.
Nesta edição não perca ainda o guia de investimento, passo a passo, com as oportunidades na área imobiliária, situadas no sul de Portugal, em três resorts que os executivos nacionais costumam eleger para o seu descanso: Quinta do Lago, Vale do Lobo e Vilamoura. Numa altura em que os mercados continuam instáveis, o imobiliário ainda pode ser um refúgio, e por ali com um retorno médio de 8% ao ano.

César Silveira
Director da Rumo

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