Connect
To Top

O lixo como fonte de receita

Os bons exemplos que vêm dos Estados Unidos ou da Alemanha animam o governo do País para a promoção de um plano para a reciclagem de lixo urbano e para a criação de postos de trabalho.

O Executivo quer ‘inverter o quadro olhando par ao lixo como fonte de receitas para o Estado e para as famílias, e de emprego e desenvolvimento social, como acontece em outras cidades que conseguiram, a partir de políticas bem delineadas, fazer do lixo matéria-prima para uma variedade de indústrias”.

Nesse contexto surge o novo plano de limpeza urbana de Luanda e a Proposta de Regulamento da Taxa de Serviço de Limpeza e Saneamento – diplomadas que foram discutidos e aprovados, a título preliminar, na reunião das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros, presidido pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

“O Governo aproveita a escassez de recursos financeiros causada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional, para lançar as sementes numa área de actividade que pode ter um peso importante na economia”, pode ler-se na notícia. Que cita vários países como exemplos de lugares onde a reciclagem do lixo urbano criou milhões de postos de trabalho e movimentam milhões e milhões em recursos financeiros, tais como os Estados Unidos, Alemanha ou Brasil.

O Secretário de Estado para o Ambiente, Syanga Abílio, salientou que é necessário mudar o paradigma para resolver o problema do lixo em Luanda. “Nos dias de hoje o lixo já não é só lixo. Ele pode ser valorizado e monetarizado, pode ser reciclado e reutilizado. Vimos vários exemplos como no Brasil e outros países onde a gestão do lixo criou postos de trabalho para a juventude e sobretudo para as mulheres”, disse.  Ainda segundo o secretário de Estado, o modelo que se pretende criar inova por adoptar o conceito de gestão integrada de resíduos sólidos, que hoje por hoje predomina a nível do mundo. “Esse conceito dá-nos uma perspectiva de cadeia de valor do lixo, que seguramente ajuda a reduzir a produção de resíduos já na fonte”.

Há ainda muito a fazer, salientou o Syanga Abílio e vai ter que ser feito com responsabilidades partilhadas entre o sector público e os operadores privados, bem como, naturalmente, os cidadãos.

You must be logged in to post a comment Login