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TTIP, prós e contras do maior acordo comercial do mundo

Obama veio à Europa dizer que não ao Brexit e sim ao TTIP – no que teve o apoio de Angela Merkel, mas em Nova Iorque as negociações não correm assim tão bem.

Matthias Fekl, membro do Executivo e representante do governo francês nas negociações que decorrem em Nova Iorque, disse à cadeia de televisão RTL que não acredita na assinatura de um acordo antes do final do ano. E acrescentou que não há qualquer “frenesi, nem por parte da França ou da União Europeia, em assinar um acordo a qualquer preço”.

A décima terceira ronda de negociações entre a União Europeia e os Estados Unidos sobre o Transatlantic Trade and Investments Partnership (TTIP) começou na segunda-feira (25 de Abril), em Nova Iorque, e deve prolongar-se até ao final desta semana, sexta-feira (29 de Abril), altura em que deve ser feita uma declaração pública sobre as reunião que discutem a possibilidade de criação do maior tratado de comércio do mundo.

Os encontros sobre o TTIP tem sido à porta fechada mas ocorrem numa altura em que os protestos contra o eventual acordo se fazem sentir.

Na mais recente viagem à Europa para dizer não ao Brexit e sim ao TTIP de Barack Obama, dezenas de milhares de pessoas manifestaram, na Alemanha, em frente ao Presidente dos Estados Unidos contra o tratado.

Nos Estados Unidos aumentam, também, as pressões contra o tratado, com a maior parte dos candidatos a manifestarem sérios receios sobre este acordo entre os norte-americanos e a União Europeia.

Uma coisa é certa, sabemos como Obama tem levado a bom porto as iniciativas que encetou. E desta vez conta com o apoio, na Europa, de uma aliada e tanto, a chanceler alemã Angela Merkel. Após uma reunião com Merkel, na semana passada, em Hanover, Obama afirmou que o acordo pode ser alcançado até ao final do ano.

“Angela e eu concordamos que os Estados Unidos e a União Europeia têm que seguir em frente com as negociações do Transatlantic Trade and Investment Partnership (TTIP)”, declarou o Presidente norte-americano.

Animado, considerou que o pacto comercial poderia criar milhões de novos postos de trabalho e aumentar o volume de negócios em milhões de dólares, num estímulo mais do que necessário à economia global.

Os defensores do livre comércio dizem que a TTIP irá formar um mercado de 800 milhões de pessoas, criar milhões de empregos e servir como um contrapeso à crescente influência económica da Ásia. Activistas anti-TTIP fazem campanha “Stop TTIP”, argumentando que o acordo prejudicaria as políticas alimentares e as leis ambientais na Europa dando, ao mesmo tempo, muito poder às corporações norte-americanas.

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