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África só cresce 3%, avisa FMI

Por causa da queda do preço das matérias-primas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a África subsariana irá abrandar o crescimento para 3% este ano e defende o reposicionamento das políticas económicas para responder à prolongada baixa de preços das matérias-primas.

“A actividade económica na África subsariana tem abrandado de forma marcada, mas, como de costume, com uma grande variação de acordo com as circunstâncias de cada país”, lê-se no relatório divulgado em Washington. “O crescimento na região como um todo cai para 3,5% em 2015, e deve acentuar o abrandamento para 3% este ano, bem abaixo dos 5 a 7% que registou durante a última década”, escrevem os técnicos do FMI.

O forte declínio no preço das matérias-primas afectou significativamente países como Angola ou a Nigéria, os dois maiores produtores de petróleo da região, mas o abrandamento económico foi também resultado de epidemias como o ébola e de problemas naturais como a seca em Moçambique.

“Ao mesmo tempo, vários outros países continuam a registar crescimentos robustos”, principalmente os importadores de petróleo, que beneficiam da descida dos preços, o que explica o crescimento acima de 5% em países como Costa do Marfim, Quénia ou Senegal.

A descida generalizada do crescimento económica não acaba, no entanto, com a narrativa da ascensão de África (‘Africa Rising’), diz o FMI, defendendo que “apesar desta perspetiva genericamente mais sombria levantar a questão sobre se o recente ímpeto de crescimento se estagnou, a nossa visão é que as perspetivas de crescimento a médio prazo permanecem intactas”.

Para o FMI, “para além dos desafios actuais, os condutores subjacentes do crescimento, que estiveram a funcionar internamente na região durante a última década – principalmente o muito melhorado ambiente de negócio – continuam, de forma geral, no devido lugar, e a demografia favorável deverá apoiar estes condutores durante a próxima década”.

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