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Empreendedores sociais criam valor e emprego em África

São empresários sociais que usam as ferramentas da economia de mercado

Nasceu um novo perfil de empreendedores, orientados para a resolução de problemas sociais e ambientais. São os empreendedores sociais e formam um movimento global que cresce a cada dia.

Aliás, são cada vez mais as universidades que oferecem cursos para formar empreendedores sociais e criam clubes de empresas sociais. É o caso da reputada escola de negócios INSEAD, pioneira na Europa a formar os futuros gestores destes negócios não tradicionais. Os governos também já não ficam indiferentes, e hoje há fundos e incubadoras para incrementar a inovação social ao nível das nações.

Por trás deste fenómeno, que liga a gestão de empresas a movimentos de causas, existe um modelo próprio. Este combina as disciplinas financeiras do capitalismo de mercado com a paixão e a compaixão necessárias à transformação deste mundo num local mais justo. Mas, afinal, o que é o empreendedorismo social? Muito simples: é o uso de novas abordagens para resolver problemas sociais antigos. Estes agentes de mudança social da nova geração vieram lançar negócios sociais que não são unicamente negócios nem exclusivamente caridade. Acabou, assim, a falsa dicotomia entre o que é negócio e o que é caridade.

Mas de que forma é que o empreendedor social é diferente de um empreendedor tradicional? Um empreendedor social usa as mesmas ferramentas da gestão de empresas que se ensinam nas universidades e escolas de negócios, mas o seu fim último é o impacto ambiental ou social, e não apenas o retorno financeiro. Cria organizações sustentáveis, que tanto podem assentar em modelos não lucrativos como em modelos lucrativos, como é o caso das empresas sociais.

E uma empresa social, o que é? É uma organização que visa o lucro e que foi criada para fornecer um produto ou serviço que venha resolver um problema social ou ambiental. O seu objectivo, ao contrário das empresas clássicas, não é maximizar o retorno financeiro para os accionistas. À medida que a empresa social gera lucros, o empreendedor faz crescer o seu negócio, de modo a ajudar cada vez mais pessoas necessitadas. Acumular riqueza não é a prioridade e os lucros são reinvestidos.

Leia mais na edição 25 da revista Rumo.

 

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