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Os diamantes poderão ser a alternativa ao petróleo?

O sector diamantífero precisa de aumentar a sua competitividade, sobretudo reduzindo custos

A propósito do Dia Nacional do Mineiro, que se comemora a 27 de Abril desde 1985, dedicamos a capa da presente edição ao sector mineiro, com maior realce para o subsector mais produtivo, no caso o diamantífero, com uma entrevista ao presidente do conselho de gerência da segunda maior produtora do País, a Sociedade Mineira do Cuango. É, no entanto, a maior em produção aluvial, com números que apontam para uma produção média de cerca de 400 mil quilates por ano. Manter a posição é um objectivo, com a crença suportada no investimento contínuo. “Não acredito que com o tipo de investimento que fazemos venhamos a perder”, perspectiva Artur Jorge. Não fosse as circunstâncias que agravaram os custos de produção, 2015 poderia estar entre os melhores em termos de lucros, segundo o nosso entrevistado. As receitas registaram crescimento, mas os elevados custos fixaram a margem de lucro entre 10% e 15%. O desafio agora é reduzir os custos e garantir a viabilidade do projecto. A regra vale para o todo o sector, sobretudo se se tiver em conta o objectivo de o tornar uma alternativa ao sector petrolífero.
“Encaramos este desafio como uma oportunidade para podermos mostrar o que o subsector pode fazer mais para contribuir para o crescimento do sector mineiro”, sublinhou. Um desafio possível de vencer apenas se os profissionais, sobretudo os mineiros, estiverem motivados e alinhados. Uma realidade que leva a interrogar como manter os níveis em alta de um profissional das minas. Esta e outras respostas na entrevista.
Pode ainda ler uma reportagem na Ava Clinic, para a qual a infertilidade é um negócio. “Imagine um casal típico angolano, ele empresário e ela com 34 a 35 anos, a quem sugerimos uma fertilização in vitro. Neste caso, a possibilidade de conseguirem engravidar anda por 40% a 45%. Se ela tiver 38, cai para 30%. Se tiver 40 anos, baixa mais ainda, para 20%, e pode ter abortos.” É uma das frases curiosas da reportagem e que dá que pensar quando a nova geração tende a adiar a maternidade.
No presente número o leitor tem ainda uma “dica” sobre quando o banqueiro Fernando Teles pensa em deixar a actividade bancária e acerca do que pensa sobre o futuro da banca, na sequência da aposentação da sua geração. Os casos BPI/BFA e Banco BIC Português também foram abordados pelo banqueiro. A edição serve ainda para mostrar o compromisso da revista Rumo em ajudar na dinamização do empreendedorismo no País, pois destaca um dossier que relata a história de vários empreendedores sociais em África.

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