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Reestruturação da Sonangol vai separar participações na Galp e BCP

A petrolífera vai colocar as participações que tem no BCP e na Galp Energia em novas empresas que ficarão sob tutelas diferentes. Reestruturação pretende criar três empresas diferentes.

A petrolífera angolana está a desenvolver um processo de reestruturação que passará pela criação de três holdings diferentes. A informação foi avançada por Alexandre Gorito,  responsável do Boston Consulting Group (BCG) em Luanda, que juntamente com a sociedade de advogados Vieira de Almeida, está a assessorar a Sonangol nesta renovação.

Neste processo, a peterolífera vai separar as  participações que tem no BCP e na Galp Energia (através da Esperaza) em novas empresas que ficarão sob tutelas diferentes. Assim, o BCP será colocado numa nova empresa para investimentos financeiros, que ficará sob tutela do Ministério das Finanças de Angola. Já a Galp deverá ir para a nova holding dos negócios estratégicos. Contudo, esta última alteração ainda não está totalmente confirmada já que segundo Alexandre Gorito, a reestruturação da empresa só prevê migrações de participações directas. Contudo, a presença da Sonangol na Galp é indirecta. Ela é accionista através da Esperaza, uma empresa detida pela Sonangol e por Isabel dos Santos que, por sua vez, é accionista (minoritária) da Amorim Energia que, por sua vez, é a maior accionista da Galp.

A mesma fonte adiantou que o objetivo da reestruturação é criar três empresas diferentes. Uma para a concessão de petróleo, outra para as participações financeiras e uma terceira para os serviços e negócios estratégicos. “A futura orgânica tem em vista criar um contexto para que as empresas sejam mais eficientes”, especificou Alexandre Gorito.

Desta forma, a Sonangol EP concentra-se na exploração de petróleo e debaixo da tutela do Ministério dos Petróleos. Será depois criada uma holding para serviços que terá, por exemplo, as participações da MSTelecom e da Galp. E uma terceira para investimentos financeiros, que ficará sob tutela do Ministério das Finanças e terá, além da participação no BCP – onde a Sonangol tem 17,4%- , ficará também com a dos bancos em Angola.

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